6 de fevereiro de 2016

Cava Real de Aragón Brut Rosé

Nome: Cava Real de Aragón Brut Rosé
País: Espanha
Região: Clatayud
Produtor: Bodegas Langa

Uvas/Corte: Garnacha 100%
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Gentilmente nos enviado pela Wine
Degustado em: 13 de junho de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pão com peperonata feitos em casa
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Tempos atrás, bem antes deste dia 13 de junho, eu perguntei à Sabrina se ela me levaria junto na missa em homenagem a Santo Antônio no Centro do Rio. Na véspera, ela me avisou que iria e perguntou se eu queria ir junto. Nos encontramos no metrô e rumamos para a Carioca. Naquele horário da manhã a pequena igreja no alto de um pequeno morrinho no centro da cidade não estava muito cheia. Assistimos à missa, comemos um pedaço do bolo do aniversariante e voltamos para casa. À tarde, segui estudando e à noite resolvemos provar este cava que havíamos ganhado da Wine. Achei excelente!

Comentários do Claudio
Já fazia um tempinho que não bebia um espumante espanhol. A Wine.com nos enviou estas garrafas para provarmos. Abrimos primeiro este rosé, que se mostrou muito agradável, com um final de boca muito intenso e notas levemente salgadas. Feito com a uva Garnacha, é fácil de se beber, pareceu um espumante bem versátil, fácil de agradar. Uma boa opção, vale provar.

5 de fevereiro de 2016

Provamos os vinhos da Arboleda #winebar

Nome: Arboleda Carmenère 2012, Pinot Noir 2012 e Chardonnay 2013
Safra: 2012, 2012 e 2013
País: Chile
Região: Vale do Aconcágua
Produtor: Viña Arboleda

Uvas/Corte: Carmenère, Pinot Noir e Chardonnay
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Gentilmente nos presenteados pelo Winebar
Degustado em: em diferentes datas de junho de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro, e na casa de Gustavo e Gabriela, em São Paulo
Harmonizado com: diferentes pratos em três ocasiões
Com quem: Claudio e Rafaela

Sobre os vinhos: 
http://www.winebar.com.br/2015/06/winebar-com-maria-eugenia-chadwick-embaixadora-vina-arboleda/

Impressões da Rafaela
Estas garrafas nos foram gentilmente enviadas pela vinícola por ocasião do Winebar com a embaixadora da Arboleda Maria Eugenia Chadwick. Acabamos não bebendo na noite programada, mas em diversas ocasiões na época. Dos três, o que eu mais gostei foi o Pinot Noir, que bebemos na casa do Gustavo e da Gabi durante uma visita rápida que lhes fizemos em julho, quando viajamos a Campinas para celebrar os 50 anos de casados dos tios Márcia e Aquiles.

Comentários do Claudio
Três ótimos vinhos chilenos que provamos em virtude de mais uma edição do Winebar. Provamos em três oportunidades diferentes. O ótimo Chardonnay foi um par perfeito para a comida japonesa. Um belo Chardonnay, bem equilibrado que cresceu muito com a harmonização. Outro vinho que gostamos muito foi o Pinot Noir. Vinho com muita personalidade e excelente características da Cepa, bebemos na casa do Gustavo e da Gabriela em São Paulo. O último que provamos foi um Carmenère, mesmo não sendo um fã desta uva, o Arboleda se mostrou um vinho equilibrado e muito bem feito. Foi o parceiro de uma pizza.

30 de janeiro de 2016

Provamos novamente o Hex Von Wein Cabernet Sauvignon 2011

Nome: Hex Von Wein R
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Picada Café, RS
Produtor: Vinícola Hex von Wein

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Degustado em: 19 de junho de 2015
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pães caseiros
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
As parreiras da Hex baseiam-se na biodiversidade, ou seja, a eliminação da monocultura e cultivo de várias espécies no mesmo habitat. Em resumo, na nossa produção voltamos aos antigos modelos de produção agrícola, equilibrando o meio ambiente naturalmente e amenizando as mudanças no sistema biológico. Assim, o solo produz uma fruta mais autêntica, particular, caracterizando o produto de acordo com a região e expressando o real terroir. Quando o solo recebe quimicamente os nutrientes que lhe faltam, até chegar ao ponto ideal de produção, ocorre a massificação da variedade, ou seja, qualquer lugar do mundo o produto tem as mesmas características. A Coopernatural lançou o vinho Cabernet Sauvignon orgânico certificado Safra 2007 na Bio Fach em São Paulo. As uvas desta safra foram selecionadas a dedo, as melhores uvas as mais sadias e as mais maduras, somente o melhor da produção, compõem este vinho de alto padrão enológico. A fermentação foi com controle de temperatura, não ultrapasando os 25º, o envelhecido vai ser barricas de carvalho Frances. Com graduação alcoólica de 12,6%. A produção de 2007 está limitada a uma produção de 1.575 unidades. Um dos primeiros vinhos finos orgânicos do Brasil.

Impressões da Rafaela 
Este é um vinho que volta e meia aparece aqui no blog. Quando acho que terminamos com todas as garrafas, Claudio surge com mais uma. Tudo bem, isto não é tão ruim assim. Afinal, trata-se de um vinho de que gostamos muito.

Comentário do Claudio
Provamos mais uma garrafa do Hex Von Wein, velho conhecido aqui do blog. É um vinho que me agrada: correto, verdadeiro e que sempre traz surpresas na taça. Já provamos algumas garrafas de duas safras diferentes (2007 e 2011) em momentos diferentes. Este vinho sempre nos surpreende e confirma seu estilo "velho mundo", que dá prazer em beber. Ainda tenho garrafas guardadas para acompanhar a evolução.

29 de janeiro de 2016

Duas boas escolhas para comemorar o Dia dos Namorados

Nome: Anthìlia Donnafugata / Champagne Deutz Rosé
País: Itália / França
Região: Sicilia / Champagne
Produtor: Donnafugata Deutz

Uvas/Corte: Catarratto 

Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Preço: Comprados durante viagens à Europa

Degustado em: 12 de junho de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor 
Anthìlia: Fresh and Mediterranean, this white wine expresses a precise personality tied to fruity and floral, round and elegant sensations. An ideal daily companion, we recommend it as the wine of choice for summer lunches and dinners with friends. Crispy and sapid, perfectly matches with slightly smoked fish, shellfish and baked first courses.

Impressões da Rafaela
Para comemorar mais um Dia dos Namorados escolhemos dois excelentes vinhos comprados em nossas últimas viagens. Foram duas boas escolhas, que sempre nos fazem pensar por que compramos apenas meia garrafa.

Comentário do Claudio

Beber vinhos em meia garrafa pode ser uma experiência interessante. Para comemorar o Dia dos Namorados escolhemos um Champagne e um branco da Sicília, dois belos vinhos. Em uma quantidade adequada, conseguimos ter duas experiências. Não tomei notas sobre os vinhos, mas são duas belas opções.

28 de janeiro de 2016

Finca Piedra - Tannat 2011

Nome: Finca Piedra
Safra: 2011
País: Uruguai
Região: Sierras de Mahoma, San José
Produtor: Finca Piedra

Uvas/Corte: Tannat

Teor alcoólico: 13,9%
Rolha: Cortiça

Onde foi comprado: Grand Cru
Degustado em: 20 de junho de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Paçoca de pinhão
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor

Color muy oscuro de mora, este vino importado de Francia se adapto con mucho excito al terroir uruguayo. Alto en taninos, fruto rojo y pimienta, con un toque de coco, mora, café, miel caramelo. Aromas evolucionados en armonía en su evolución.

Impressões da Rafaela
Vinho encorpado, tânico, bem forte! Eu gosto de vinhos com este perfil. Então achei que ele estava perfeito e foi uma ótima companhia para a paçoca de pinhão - que finalmente fizemos, depois de meses com os pinhões guardados no freezer. Acho que agora teremos paçoca de pinhão por mais um tempão. Ficou muito boa.

Comentário do Claudio
Não conhecia esta vinícola. Em visita a Punta del Este, vi esta garrafa e fiquei curioso para provar o vinho. Aproveitamos a paçoca de pinhão que suportaria bem um vinho de Tannat e resolvemos abrir esta garrafa. O vinho se mostrou muito interessante, potente, intenso, tânico como um bom Tannat deve ser. Vivo em boca, de estilo moderno sem ser cansativo, é um vinho que tem muita vida em garrafa. Vale esperar mais alguns anos para provar. Bem tânico, pede um bom prato de comida para acompanhar. Um vinho que vai evoluir bem na garrafa. Vale provar!

27 de janeiro de 2016

Pascal Jolivet Sancerre 2012

Nome: Pascal Jolivet Sancerre
Safra: 2012
País: França
Região: Vale do Loire

Produtor: Pascal Jolivet

Uvas/Corte: Sauvignon Blanc

Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Preço: Aeroporto Charles de Gaule, em Paris, em agosto de 2013

Degustado em: 18 de junho de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Thai
Com quem: Claudio e Rafaela


Impressões da Rafaela
Eu vivo dizendo que não gosto de sauvignon blanc, mas volta e meia aparece um para me contrariar. Como este francês. Talvez eu goste apenas de sauvignon blancs franceses... Este vinho estava muito bom. Harmonizou muito bem com a comida thai.

Comentário do Claudio

Um Sauvignon Blanc do Vale do Loire tem sempre uma personalidade própria. Sou fã dos vinhos daquela região francesa. Este branco não decepcionou. Um vinho com um nariz muito intenso e perfumado, com notas levemente doces. Em boca se mostrou muito elegante, as notas adocicadas apareceram na boca também. Um vinho muito agradável, que mistura intensidade com sutileza, é delicado, mas com muita presença. Boa acidez e notas de frutas adocicadas. Um bom e prazeroso vinho.

26 de janeiro de 2016

Visita dos amigos Cris e Val

 Em maio, no fim de semana do Dia das Mães, recebemos a visita dos nossos amigos Valdirene e Cristiano (Vivendo Vinhos).

Impressões da Rafaela
Cris e Val chegaram e nem passamos em casa. Fomos direto para a Casa do Filé, onde a taxa de rolha é bem razoável (R$ 22, em maio de 2015) e a comida, honesta. Claudio escolheu um vinho português, que havia ganhado do João Filipe Clemente (Falando de Vinhos) no Bolão da Copa entre Blogueiros. O jantar foi animado.Val e Cris, em plena dieta, deixaram metade do prato - algo que, confesso, nunca pensei que o Cris faria. :)
Na manhã seguinte, depois de me esperarem longos minutos (fui imprimir o cartão para a mãe do Claudio), fomos tomar café no La Bicyclette, lugar que adoramos no Jardim Botânico. Como nunca é demais, passeamos pelo Jardim Botânico na sequência. Ô lugarzinho querido! Depois seguimos para o Maracanã, para uma visita.
Ao final dessa visita, como já estávamos para aqueles lados da cidade, fomos ao Centro para almoçar. Claudio fez tanta propaganda do bife à milanesa do Bar Luiz, que não deu para escolher outra coisa. As comidinhas do Bar Luiz são realmente imperdíveis. Comemos um pouco ali, antes de seguirmos para a Confeitaria Colombo.
Passeamos mais um pouquinho, compramos uns acepipes no Terzeto para complementar nosso jantar e à noite ficamos em casa. Claudio falará mais sobre o Montessu 2008 e o Mercurey 1er Cru.
No dia seguinte, passeamos um pouco pela Urca antes de seguirmos até o Jockey, onde seria o almoço de Dia das Mães na companhia de várias mamães Werneck. Em seguida, Cris e Val já voltaram para casa.


Comentário do Claudio
Fim de semana em ótima companhia e com ótimos vinhos para harmonizar com a visita. Cris e a Val vieram nos visitar e, entre um passeio e outro, bebemos bons vinhos que acompanharam boas conversas. Primeiro vinho que bebemos foi um português, que nos foi presenteado pelo João Filipe. Um português surpreendente pela sua elegância. Na noite seguinte, dois bons vinhos, o italiano Montessu que o Cristiano trouxe e borgonha muito bom que nos foi presenteado pelo Guilherme.

21 de janeiro de 2016

Experiência ótima como sempre na Casa do Chef Bistrô

Nome: Castoro Cellars / Falernia Reserva
Safra: 2006 / 2010
País: Estados Unidos / Chile
Região: San Miguel / Elqui Valley

Produtor: Castoro Cellars / Viña Falernia

Uvas/Corte: Petite Sirah / Carmenère e syrah

Teor alcoólico: - / 14,5%
Rolha: Cortiça
Preço: - / Presenteado pelo Deco Rossi como prêmio do Bolão da Copa 2014

Degustado em: 5 de junho de 2015
Onde Bebeu: Restaurante Casa do Chef Bistrô, em Teresópolis
Harmonizado com: Menu do dia da casa
Com quem: Claudio, Rafaela, Gilberto e Julia


Comentário do Produtor 
Falernia: Grapes come from 3 different vineyards of the Elqui Valley; they have been handpicked, de-stemmed and crushed separately. The winemaking was as the same as the Syrah and the Carmenere. After aging in barrels (40% of the volume for 6 to 8 months) and stainless steeln the wine has been blended just 3 months before bottling. Tasting Note: Bright and deep colour. The wine shows a good fruit concentration; on the nose black pepper, red fruit, dark chocolate. Great body with soft tannins on the palate.

Impressões da Rafaela
Acompanhados pela Julia e pelo Gilberto viajamos a Teresópolis com dois propósitos: almoçar na ótima Casa do Chef Bistrô e conhecer a Villa St. Gallen. Chegamos a Teresópolis já para o almoço. Joffre e Leo, os simpáticos chefs da Casa do Chef Bistrô, nos apresentaram o cardápio e passamos três horas muito agradáveis, bebendo bem, comendo melhor ainda. Depois de uma passadinha no hotel, no início da noite, seguimos para a Villa St. Gallen. No geral, gostamos, mas há vários pontos no atendimento que poderiam ser melhorados. Tudo demora, o atendimento é feito de maneira meio distraída. A comida é boa e as cervejas também. Voltamos no dia seguinte ao Rio, chegando à Barra na hora do almoço. Fomos almoçar no Rei dos Assados. Gilberto, Julia e eu dividimos um vinho chamado Quinto Elemento, vinho simples, que atendeu ao que procurávamos, um bom acompanhamento para o almoço.

Comentário do Claudio

Dois bons vinhos que harmonizaram perfeitamente em uma tarde mais que agradável em Teresópolis, mais precisamente na Casa do Chef Bistrô, restaurante do meu amigo Joffre. É sempre uma ótima experiência ir à Casa do Chef Bistrô, e quando temos bons vinhos, melhor ainda. O primeiro vinho que bebemos foi um diferente corte de Syrah com Carmènere, vinho chileno que ganhei do amigo Deco Rossi. De boa estrutura e bem equilibrado foi um vinho que me surpreendeu. O segundo vinho da tarde foi escolhido pelo Joffre, um americano da uva Petite Syrah. Vinho bem agradável, com notas mais adocicadas, algo de geleia, mas sem ser enjoativo. Vinho fácil de beber e que acompanhou bem a comida. Almoço dos mais agradáveies. Recomendo a quem estiver por Teresópolis procurar o Joffre em seu Bistrô.

19 de janeiro de 2016

Viagem a Liberdade com amigos queridos

De 1º a 3 de maio de 2015 viajamos a Liberdade, em Minas Gerais. Fomos acompanhados do Tito e do Ricardo. Marcelo, Carol e Lucas seguiram em outro carro. Miguel, Paula, Rafa e Tuti, que conhecem todos os atalhos até Liberdade já estavam cansados de nos esperar. Chegamos a tempo de comer uma bobaginhas antes do almoço. Descansamos, rimos, comemos muito bem. Claudio estava feliz da vida, pois pode testar sua receita de pizza em um forno à lenha, sonho antigo, que só quem gosta de cozinhar entende. As pizzas estavam excelentes, assim como o churrasco no dia seguinte. Estreamos o jogo que eu havia ganhado da Tati e do Rodrigo, um desafio carioca, só para iniciados. Foi bem divertido. Para animar ainda mais, ainda havia a criançada toda - faltou apenas o Henrique do Mário para a turma ficar completa. Ainda deu tempo de dar uma passeadinha na cidade, ver o comércio, assustar-se com a imagem realista de Jesus e ver o movimento do centrinho de Liberdade. Tomara que não demoremos outros três anos para voltar ao sítio.

Um fim de semana com os amigos em um lugar muito bonito e agradável. Bebemos algumas garrafas de vinho, mas o mais marcante desses dias foi ter conseguido pela primeira vez fazer minhas pizzas em um forno à lenha. Ficaram muito boas, fique muito satisfeito com o resultado e acho que todos gostaram também. Dentre os vinhos provados, estavam um La Joya Carmenère, um Canepa Carmenère e um do Douro chamado Brunheda.

Tabali Syrah 2011

Nome: Tabalí
Safra: 2011
País: Chile
Região: Limarí Valley

Produtor: Tabalí

Uvas/Corte: Syrah
Rolha: Cortiça

Degustado em: 9 de junho de 2015
Onde Bebeu: Pizza Park, na Cobal Humaitá, no Rio
Harmonizado com: Pizza
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do produtor
Este vino posee un intenso color rojo rubí. En boca es de gran cuerpo, con intensos sabores a ciruelas y cerezas negras. Es elegante y con un balance excepcional, que muestra todo el potencial del Valle del Limarí, otorgándole una gran estructura y un prolongado final en boca.

Impressões da Rafaela
Estávamos em uma daquelas noites em que a falta de imaginação combinada com a preguiça nos fazem ficar com zero ideias sobre o que fazer para o jantar. Acabamos escolhendo ir até a Cobal comer uma massa no Pizza Park. Como a taxa de rolha lá é bem baixa (R$ 15), escolhemos um vinho para acompanhar o jantar. Levamos uma meia garrafa e no final nem foi cobrada a rolha. 


Comentário do Claudio
Este Syrah do Vale do Limari no Chile é daqueles vinhos certeiros. Um vinho bem feito, fácil de tomar, versátil e que vai agradar, por um preço justo. Tínhamos esta meia garrafa em casa e resolvemos levar na Cobal para acompanhar uma despretensiosa massa que servem por lá. Funcionou bem: um jantar agradável, descomplicado. Um vinho que vale ter na adega.

18 de janeiro de 2016

Boa surpresa uruguaia: Ocho Jóvenes 2014

Nome: Ocho Jóvenes
Safra: 2014
País: Uruguai
Região: -

Produtor: H. Stagnari

Uvas/Corte: Viognier 4%, Merlot 6%, Cabernet Sauvignon 11%, Cabernet Franc 12%, Syrah 12%, Marselan 15%, Petit Verdot 20%, Tannat 20%
Rolha: Cortiça

Onde foi comprado: La Tienda Inglesa, no Uruguai, em 24 de dezembro de 2014, quando estávamos a caminho de Punta del Este
Degustado em: 6 de junho de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Pizza do Tango
Com quem: Claudio e Rafaela


Impressões da Rafaela
Saímos de casa dispostos a comprar uma pizza no Ferro e Farinha, no Catete, mas quando chegamos lá, a moça nos informou que não estavam com embalagens disponíveis para entrega naquela noite. Como havíamos pensado em comer em casa, alteramos os planos e fomos até o Tango, bar de empanadas e pizzas no Flamengo. Compramos algumas empanadas para congelar e uma pizza para aquela noite. O vinho mostrou-se muito gostoso. Foi uma boa surpresa, pois não tínhamos grandes expectativas. Claudio escolheu este vinho de forma rápida no ano passado quando chegamos ao Uruguai - e precisávamos rapidamente comprar algumas comidinhas para nossa ceia de Natal. Este é um vinho para beber e gostar. Ah, na ceia bebemos outro, pois o Claudio não havia escolhido apenas um.   

Comentário do Claudio

Comprei este vinho pela curiosidade de ser feito com oito uvas diferentes. Estávamos no Uruguai, em um supermercado, quando o avistei e fiquei curioso para prová-lo. Como o nome diz, é um vinho de perfil jovem, paladar franco e direto, com notas de frutas, que prima pelo frescor e boa acidez. Não procure complexidade nele. Nem é esta a proposta. Um vinho descomplicado, fácil de se beber e principalmente curioso pelo seu corte de uvas. Foi uma boa companhia para a pizza.

1 de janeiro de 2016

Opção natural e gostosa: Terre D'Ombre 2012

Nome: Terre D'Ombre
Safra: 2012
País: França
Região: Rhône

Produtor: Domaine L'Anglore

Uvas/Corte: Grenache

Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça

Onde foi comprado: Le Vin au Vert, loja de vinhos orgânicos em Paris, em agosto de 2013
Degustado em: 4 de junho de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Massa caseira
Com quem: Claudio e Rafaela


Impressões da Rafaela
Vinho com uma cor incrível. Apesar do aspecto turvo, o vinho tem sabor limpo, gostoso, levemente ácido, maravilhoso, realmente gostei muito. É daquelas descobertas de viagem que talvez você nunca mais venha a provar. A menos, quem sabe, que o Claudio resolva dar uma nova passadinha nesta loja de vinhos em uma próxima viagem a Paris.


Comentário do Claudio

Um vinho diferente, surpreendente e cheio de personalidade. Na última vez que estive em Paris conheci o dono de uma pequena loja de vinhos naturais. Comprei algumas garrafas por indicação dele para trazer. Pedi que me indicasse vinhos diferentes, que nos surpreendessem. Este vinho natural do Rhône, feito com uvas Grenache, realmente surpreendeu. A começar pela cor muito peculiar, intenso e turvo, leve alaranjado, cativante. No nariz, notas que não conhecia e difíceis de identificar. Na boca, ele foge dos padrões, vinho de fruta fresca, bem francês de estilo próprio e com personalidade. Foi uma bela experiência, do tipo que só provando vinhos diferentes conseguimos ter. Um belo vinho.

31 de dezembro de 2015

Boa opção catarinense: Zelindo 2008

Nome: Zelindo
Safra: 2008
País: Brasil
Região: São Joaquim

Produtor: Vinícola Suzin

Uvas/Corte: Merlot 70% e cabernet sauvignon 30%

Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 49,50

Onde foi comprado: Supermercado Prix, em Copacabana
Degustado em: 30 de maio de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Comida árabe
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor 
Vermelho rubi intenso, nuances violáceas, profundas. Aromas bastante intensos e complexos lembrando amora, cereja, e geleia de frutas silvestres, com um toque de especiarias, com final em tabaco, cravo e defumados. A fruta da Merlot harmoniza muito bem com o toque de chocolate trazido pela Cabernet Sauvignon. Vinho envolvente, com taninos e álcool corretos, vivos. De bom corpo, início de boca agradável, harmônico e com boa persistência no final de boca. Acidez agradável que dá sustentação ao estágio em barrica francesa. Estágio de 10 meses em barricas de carvalho francês o que trouxe muita estrutura e harmonia ao vinho. Colheita manual. Bom para consumo, porém irá melhorar com mais 4 ou 5 anos de garrafa. Harmoniza bem com carnes como cordeiro, avestruz e gado, massas com base de molhos madeira e funghi não muito condimentados. Acompanha bem queijos de média maturação. Temperatura de serviço: 16 a 20º C. 

Impressões da Rafaela
Durante a viagem à França eu fiquei bastante resfriada por não ter me agasalhado bem durante um dia específico. Quando voltei para casa, a gripe ainda estava nos finalmentes. Neste dia tínhamos a festa de aniversário do querido Lucas, filho da Carol e do Marcelo, mas eu realmente ainda não estava me sentindo bem. Decidimos então ficar em casa. Claudio comprou uma comida pronta, no árabe do Largo do Machado, e abrimos este vinho para provarmos. Vinho bem gostoso. 


Comentário do Claudio

Sempre fico de olho nos vinhos catarinenses. Boas surpresas têm vindo de lá e sempre gosto de provar vinhos novos de regiões promissoras. Já estava atento aos vinhos desta vinícola e aproveitei uma oferta em um supermercado em Copacabana. Já tinha lido bons comentários sobre este vinho e estava curioso para prová-lo. Mostrou um bom potencial, muito intenso em boca com uma mistura de frutas maduras e de notas picantes. Precisa de um tempo em taça para abrir. Um vinho com muita estrutura e que apresentou muito depósito na taça. Vinícola para ficar de olho.

Angheben diferente para acompanhar uma boa massa

Nome: Angheben
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos

Produtor: Angheben Vinhos Finos

Uvas/Corte: Rebo
Rolha: Cortiça
Preço: Gentilmente nos presenteado pela Vinícola Angheben

Degustado em: 13 de maio de 2015
Onde Bebeu: Pizza Park, na Cobal Humaitá, no Rio
Harmonizado com: Massas
Com quem: Claudio e Rafaela


Impressões da Rafaela
À primeira vista, ou ao primeiro gole, este vinho pode ser desconcertante. Você imagina algo, mas é surpreendido. Eu senti até mesmo gosto de uvas passificadas no início, mas foi mesmo apenas uma primeira impressão, após respirar um pouco ele foi ficando mais redondo e gostoso. Fizemos um brinde à Luiza, que havia chegado a este mundo dois dias antes. 


Comentário do Claudio

Ganhamos este vinho do simpático Eduardo Angheben em uma visita feita ao Vale dos Vinhedos em janeiro de 2014 - na qual tivemos a companhia do Alexandre e da Vanessa do Diário de Baco. Eduardo e seu pai Idalêncio receberam a mim e ao Alexandre muito bem durante a visita à vinícola. Provamos todos os vinhos que eles produzem, leia aqui. Na saída, Eduardo nos presenteou com uma garrafa sem rótulo de um vinho que ele pediu para provarmos feito de uma uva pouco conhecida, a Rebo. Esta uva é originária da região do Trento na Itália, é um cruzamento entre a Merlot com a Teroldego. Não sei se está nos planos da vinícola lançar um vinho com esta uva, deve ser difícil comercializar um vinho de uma uva pouco conhecida, mas se depender apenas do líquido, poderia ser lançado sem susto. Um vinho com perfil bem italiano, gastronômico (acompanha bem uma boa massa), de boa acidez e notas de frutas escuras na boca. Cresceu na taça. Um vinho muito bem feito, como todos que eles produzem e fácil de se beber.

30 de dezembro de 2015

Vou ali na França e já volto

Saint Emilion

Neste ano, porque muitas colegas de trabalho iriam tirar férias em julho, Claudio e eu decidimos deixar as férias grandes para o final do ano. Ou seja, nada de viagens distantes até dezembro.

Lá por abril, recebi um e-mail da Lufthansa com uma promoção imperdível. E-mail marketing sempre se traveste de promoção imperdível, mesmo quando não é. Bom, mas neste caso realmente era uma promoção bastante boa - exatamente o que eu estava precisando naquele momento.

Pensei durante algumas horas e tomei a decisão de comprar uma passagem para Paris para visitar a Milena, que estava fazendo doutorado-sanduíche na cidade e dar uma passeadinha.

Claudio ficou um pouco triste, porque em maio não poderia viajar, mas "se é algo que você quer realmente fazer, vá em frente". Como estou no meio de um doutorado, poder mesmo, eu não poderia viajar, mas uns 15 dias de férias para a cabeça não fariam mal.

Além de rever Milena e Rodrigo em Paris, aproveitei para ir a Bordeaux e também para passar um dia em Saint Emilion. Depois, reencontrei o casal de amigos em Saint Malo, de onde iríamos visitar o Mont Saint Michel. Na volta a Paris, realizei o antigo desejo de conhecer Chartres.

Durante a estadia na França, a maior parte das refeições foi acompanhada por uma tacinha de vinho. Vinhos "sem nome", mas deliciosos. Esta é uma das alegrias de se estar na França, mesmo nos lugares mais simples, sempre é possível tomar uma taça de bom vinho junto com a comida. O preço de uma taça de vinho por lá é parecido com os praticados no Brasil, normalmente a partir de 4 euros.

Nos dias em que passeei junto com a Milena, sempre pedimos uma garrafa de vinho para acompanhar a refeição e a conversa. Na maior parte das vezes conversamos tanto que esqueci de anotar o nome do vinho. Nenhum desagradou. Os vinhos escolhidos cumpriram seu papel: acompanhar o encontro, a conversa e a comida, sem incomodar, mas também sem querer dominar a conversa.

Rever fotos da França atiça ainda mais a vontade de retornar em breve.

Estação de trem de Saint Emilion
A caminho de Saint Emilion. Da estação de trem até a cidade são uns bons 10 minutos de caminhada



  

Loja de vinhos, em Saint Emilion

Ah, se elas sobrevivessem à viagem. E se fosse permitido...

Ruazinha de Saint Emilion

Saint Emilion

Saint Emilion vista da torre do castelo

Centrinho de Saint Emilion





Belo rosé da Salton: Lucia Canei Brut Rosé #winebar #cbe

Nome: Lucia Canei Brut Rosé
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Vinícola Salton

Uvas/Corte: Pinot noir
Teor alcoólico: 11,5%
Rolha: Cortiça
Número da garrafa: 140/5075
Onde foi comprado: Gentilmente nos presenteado pela Salton por meio do programa #winebar
Degustado em: 10 de maio de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pães caseiros, queijos e azeite
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Esposa de Antonio Domenico Salton, Lucia Canei foi a mãe de todos os fundadores da vinícola. A matriarca foi referência para os negócios da família e sempre era consultada antes de qualquer decisão. Neste rótulo, sua personalidade é representada pela Flor de Cardo, que combina a beleza, proteção e o carinho incondicional de mãe, presente na história de dedicação e conquistas da Vinícola Salton. Elaborado a partir do método Champenoise com uvas Pinot Noir, o espumante Lucia Canei passou 18 meses em contato com as leveduras. Cremoso e de coloração rosa-salmão, tem abundante desprendimento de finas borbulhas. Destacam-se aromas de flores brancas, frutas cítricas, rosas, frutas vermelhas, frutas secas, além de notas de amêndoas tostadas, pão, mel e leveduras.

Impressões da Rafaela
Se você quiser presentear alguém com um belo espumante, aqui está a opção perfeita. Não apenas porque a bebida é excepcional, mas porque a Salton caprichou na apresentação deste belo espumante. O formato da garrafa é bonito, mas o diferencial é o rótulo feito em metal. Muito bem feito, com classe. O espumante tem uma bela cor. O sabor é todo redondinho, gostoso, cremoso. Daqueles que você bebe com grande prazer. Este espumante, Claudio e eu degustamos no dia do aniversário de 2 anos do Antonio, filho do Dani e da Tati, um dia antes da chegada da fofinha Luiza, filha do Alexandre e da Vanessa, após a visita do Cris e da Val e da comemoração do Dia das Mães.

Comentários do Claudio
Belíssimo espumante rosé produzido pela Salton. Em mais uma série especial que homenageia um dos integrantes da família Salton, foi produzido pouco mais de 5.000 garrafas de um espumante muito delicado e elegante, de boa cremosidade em boca e acidez agradável. notas elegantes de frutas com toques de amêndoas. Espumante envolvente e muito bem feito. Um belo espumante que já figura entre os principais espumantes feitos no Brasil. Vale provar.

11 de novembro de 2015

Depois do Malbec Day no Consulado Argentino, mais uns goles no Lima em boa companhia

Nome: Leyda Reserva / Niederösterreich
Safra: 2005 / -
País: Chile / Áustria
Produtor: 

Uvas/Corte: Sauvignon Blanc /Riesling
Teor alcoólico: -
Onde foi comprado: Restaurante Lima / Oferecido pelo Alain

Degustado em: 29 de abril de 2015
Onde Bebeu: Restaurante Lima
Harmonizado com: Várias entradinhas
Com quem: Claudio, Rafaela, Deco, Alain e Bruno


Impressões da Rafaela

Pela segunda vez fui ver a palestra do Deco no Consulado Argentino aqui no Rio. Desta vez foi mais animada porque o Claudio e o Bruno estavam participando também. Depois de provarmos alguns vinhos argentinos, partimos para o Lima. Estávamos já na metade do Leyda quando o Alain chegou com a garrafa de um "dos seus vinhos". Alain é campeão na escolha de vinhos orgânicos. Ele mesmo sonha em fazer seu próprio vinho livre de porcarias. Torcemos para que a primeira safra seja muito boa. Neste dia, provamos várias comidinhas gostosas do Lima. Conversa muito animada e companhia de primeira. 

Comentário do Claudio
A noite começou com um ótimo evento no Consulado da Argentina com direito a palestra do nosso amigo 
Deco, que é representante da Wines of Argentina no Brasil. Além de provar bons vinhos, encontramos outro amigo, Bruno Agostini. Com o fim da palestra veio a pergunta, que tal sair para jantar? Proposta aceita, seguimos para o ótimo restaurante peruano em Botafogo, o Lima. No caminho ligamos para outro amigo, o Alain. Noite de ótimo papo e acompanhado por dois vinhos: o refrescante e correto Sauvignon Blanc chileno Leyda e a ótima surpresa da noite, um vinho austríaco, natural, levado pelo Alain. Por falar nisto, o Alain é um apaixonado por vinhos naturais e sempre ele tem uma novidade, algum vinho com paladar muito particular e envolvente para apresentar. Esta paixão resultou na importadora Gavinho, com uma seleção incrível de vinhos naturais. Vale conhecer.

2 de novembro de 2015

Vega Sauco Crianza 2011 e Norton Reserva Malbec 2011


Nome: Vega Sauco Crianza / Norton Reserva
Safra: 2011 / 2011
País: Espanha / Argentina
Região: Toro / Mendoza
Produtor: Bodegas Vega Sauco / Bodega Norton

Uvas/Corte: Tempranilo / Malbec

Teor alcoólico: - / 14,5%
Rolha: Cortiça

Onde foi comprado: La Botella, em Ipanema, Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 27 de abril de 2015
Degustado em: 27 de abril de 2015
Onde Bebeu: 
La Botella, em Ipanema
Harmonizado com: Frios e sanduíches
Com quem: Claudio, Miguel, Marcelo e Ricardo


Comentário do Claudio
Mais um encontro com meus amigos de faculdade. Mais uma vez fomos ao La Botella, simpática loja de vinhos em Ipanema de que gostamos muito. Nesta noite escolhemos beber dois vinhos certeiros. Abrimos a noite com o ótimo Vega Sauco. Além de ter um rótulo marcante, com uma foto de pedrinhas, é um vinho de excelente custo e de ótima qualidade. Feito da uva Tempranillo, é um vinho que nunca me decepcionou: bem feito, boa estrutura, álcool bem integrado, sem exageros.

Na sequência fomos para um vinho argentino. Há vários anos, no mesmo La Botella, bebemos este mesmo vinho da safra 2002, um malbec bem marcante, um vinho que estava em um nível superior. Ficamos sempre com a lembrança deste vinho. Resolvemos abrir este 2011, também um bom vinho, muito bem feito, um clássico malbec argentino sem exageros na fruta. Mas não sei se o nosso paladar evoluiu ou se realmente o 2002 era de outro nível. Este 2011 não chegou a surpreender. Mais uma noite agradável, de bom papo e bons vinhos no La Botella.

22 de outubro de 2015

Villa de Vinhas - Merlot 2011

Nome: Villa de Vinhas
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Antônio Prato
Produtor: Vinícola Zanella

Uvas/Corte: Merlot
Onde foi comprado: Aeroporto de Caxias do Sul

Degustado em: 25 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Pizza do bairro
Com quem: Claudio, Rafaela e Eliane


Comentário do Produtor

Visual: Vermelho rubi com boa intensidade de cor. Nariz: Maduro e complexo ressaltando as especiarias, coco queimado, baunilha, café, tabaco, leve tostado e final de frutas passas e aromas terrosos. Boca: Paladar equilibrado, textura aveludada, boa acidez e estrutura adequada. Harmonização: Vinho orientado a pratos como risotos de cogumelos, cordeiro e carnes bem temperadas.

Impressões da Rafaela
Depois de um dia que incluiu ida à feira de orgânicos, que todo sábado se instala ali perto do metrô na esquina da São Clemente com Muniz Barreto, e uns passeios pela cidade, resolvemos comprar uma pizza na "pizzaria do bairro", como a chamamos, uma pizzaria pequena, quase de garagem que tem aqui perto de casa. A pizza é bem honesta e foi bem com este vinho que comprei com curiosidade no aeroporto de Caxias do Sul no ano passado. 


Comentário do Claudio
Sabe quando você abre um vinho, sem nenhuma informação sobre ele e sem colocar grandes expectativas e ao prová-lo é surpreendido. Assim foi a experiência com este Merlot de Antônio Prado. É aquele tipo de vinho em que está tudo no lugar e não ele tenta ser aquilo que não é. Um vinho agradável, correto, de perfil gastronômico, simples e gostoso. Foi bem com nossa pizza. Um vinho para beber sem compromisso e que deu vontade provar novamente.

20 de outubro de 2015

Winebar da Salton: Salton Desejo Merlot e Salton Prosecco Brut #winebar

Nome: Salton Desejo e Salton Prosecco Brut
Safra: 2011 / 2014
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Salton

Uvas/Corte: Merlot 100%, oriundo da Serra e da Campanha / 100% Prosecco
Teor alcoólico: 13,5% / 11,5%
Rolha: Gentilmente nos presenteados pelo Winebar

Degustado em: 22 e 26 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Hambúrguer feito em casa para o Claudio e salada de atum para a Rafaela
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor

Salton Desejo - Coloração roxo intenso, aromas de frutas negras (mirtilo, amora, framboesa), café, chocolate, tabaco, nozes, pimenta negra. Seus taninos são macios, conferindo grande estrutura e permanência do sabor no paladar.
Salton Prosecco - Brilhante com coloração claro esverdeada, perlage abundante de finas borbulhas e excelente formação de espuma. Perfume agradável de flores e frutas, como pêra, maçã verde e pêssego. Possui sabor fresco, equilibrado e cremoso. 

Impressões da Rafaela
Recebemos estes vinhos da Salton via Winebar, projeto bem bacana desenvolvido pelos amigos Daniel Perches e Alexandre Frias. Eu gostei particularmente do espumante, levinho, festivo, ótimo companheiro para um brinde animado. Recomendo para quem está procurando uma bebida com ótimo custo/benefício para sua comemoração. O Salton Desejo é sempre uma boa pedida. A Salton tem promovido vinhos com qualidade muito boa e com preços convidativos. Vale provar. 


Comentário do Claudio
A Salton é uma grande parceira do projeto Winebar. Em mais uma edição transmitida on-line, pudemos provar mais alguns vinhos da vinícola. Os vinhos da Salton vêm constantemente crescendo em qualidade e o que é melhor, a política de preços da empresa deixa os vinhos muito competitivos. Provamos mais uma vez o bom e agradável espumante Prosecco. Confesso que bebo pouco os espumantes desta uva italiana, mas esta garrafa da Salton se mostrou muito agradável e bem feita. Um espumante bem descontraído, para beber sem compromisso, apenas curtir o momento. Na sequência, provamos o sempre interessante Desejo, um merlot que vem mostrando consistência a cada safra. Intenso, de perfil moderno, com notas claras de café e frutas maduras, mas sem exageros. Um vinho de qualidade que vai agradar. Vivo em boca, acidez correta, um vinho muito agradável, para comprar sem sustos. Recentemente visitamos a Salton e provamos novamente o Desejo, que mais uma vez mostrou todo o seu valor.

Almendra - Douro 2011

Nome: Almendra
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Douro

Uvas/Corte: Touriga franca 45%, tinta roriz 25% e touriga nacional 30%
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 35

Degustado em: 19 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Pizzas da Ferro e Farinha
Com quem: Claudio e Rafaela


Impressões da Rafaela
Depois uma viagem quase de bate-volta ao Rio Grande do Sul, cá estou de novo em casa. Claudio foi me buscar no Santos Dumont e no caminho para casa tivemos a ideia de comprar pizzas no Ferro e Farinha, pizzaria que conhecemos recentemente ali no Catete. Por sorte estava aberta e a espera pelas nossas pizzas não demorou muito. Estavam deliciosas e foram bem com este vinho português despretensioso. Uma noite muito agradável, para se sentir novamente em casa. 


Comentário do Claudio
Um típico vinho do Douro, jovem e bastante agradável. O Almendra é de cor rubi, vivo e brilhante. No nariz apresenta notas de frutas doces com algo de compota. Em boca se mostrou um vinho com boa fruta, sem exageros. Um vinho alegre, divertido e fácil de se beber e de se gostar. Boa presença em boca e final bem presente. Um vinho correto do Douro.

19 de outubro de 2015

Aracuri Brut - Chardonnay 2014

Nome: Aracuri Brut
Safra: 2014
País: Brasil
Região: Campos de Cima da Serra
Produtor: Aracuri

Uvas/Corte: Chardonnay
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 35

Numeração da garrafa: 1000/9300
Onde foi comprado: Supermercado Bortolon, em Vacaria
Quando foi comprado: -
Degustado em: 16 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Comida thai do Orienthai
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor

Espumante elegante e refrescante de perlage fina e abundante. No aroma destacam-se as notas de damasco, raspas de limão e pão fresco. O paladar é envolvente e cremoso com acidez cativante. 

Impressões da Rafaela
Gostoso demais deste espumante. Foi ótimo poder comemorar um longo dia, que teve trabalho, orientação, trabalho de aula, entrega de frila, acupuntura, arrumação de mala... Ufa! Não posso nem reclamar, pois deu tudo certo e o dia ainda terminou com um ótimo jantar. 


Comentário do Claudio
Este espumante da Aracuri é muito interessante. Já o provamos mais de uma vez em situações diferentes e sempre com um bom resultado. Feito pelo método charmat com uvas da região dos Campos de Cima da Serra, mostrou boa acidez e vivacidade em boca. É um espumante muito bem feito, fácil de se beber e fácil de se harmonizar. Foi muito bem com nossa comida thai. Boa presença em boca. É um espumante que vai te surpreender no paladar e pelo ótimo preço. Recomendo.

Chandon Réserve Brut para celebrar a felicidade da Claudine

Nome: Chandon Réserve Brut
País: Brasil
Região: Garibaldi
Produtor: Chandon

Uvas/Corte: Riesling Itálico, chardonnay e pinot noir
Rolha: Cortiça
Preço: Gentilmente oferecido pela Claudine

Degustado em: 11 de abril de 2015
Onde Bebeu: Donna, em Jurerê Internacional, Florianópolis
Harmonizado com: Comidinhas saborosas
Com quem: Claudio, Rafaela, Claudine e mais outras tantas pessoas


Comentário do Produtor

Resultado da harmonização das melhores uvas Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico, o Chandon Réserve Brut revela uma grande sutileza aromática lembrando frutas cítricas, maçã verde e frutas secas em um paladar perfeitamente equilibrado. Elaborado a partir do clássico “assemblage” de três variedades da Serra Gaúcha: Riesling Itálico, Chardonnay e Pinot Noir. Caracteriza-se por sua delicada cor amarela com reflexos dourados, sua espuma abundante e persistente com formação de um colarinho no contorno da taça e seu “perlage” de borbulhas finas, ativas e numerosas. O aroma apresenta características florais (flores brancas) e frutadas (cítricos, maçã e um toque de abacaxi) com uma nuance de pão fresco. O paladar começa por um ataque franco de uma acidez equilibrada, continua com uma nítida sensação de redondeza e frescor; e finaliza com notas de frutas secas e cítricas com uma persistência média. É apropriado como aperitivo e para acompanhar toda a refeição. Destaca-se com peixes grelhados, frutos do mar, saladas de verão e tem uma harmonização toda especial com sushis e sashimis.

Impressões da Rafaela
Inicialmente até pensamos que não conseguiríamos ir à festa de 40 anos da Claudine, mas quando refletimos de novo, chegamos à conclusão de que não poderíamos perder a festa da pessoa que nos apresentou. Se não fosse pela Claudine, eu nunca teria conhecido o Claudio. Assim, não restavam dúvidas: iríamos a Florianópolis para comemorar junto com ela o seu aniversário. A festa foi maravilhosa, em um lugar lindo de Jurerê Internacional, com comidinhas deliciosas e muitas e muitas taças de espumante. Adoramos!


Comentário do Claudio
Muitos espumantes para comemorar os 40 anos de minha prima Claudine. Fomos até Florianópolis para participar da bela festa que ela preparou em Jurerê. Nada melhor do que celebrar a vida com espumantes. Bebemos o Chandon Réserve Brut, o qual eu já não bebia há algum tempo. Funcionou perfeitamente com o clima do lugar e da festa, um espumante versátil e bem agradável. Foi uma bela noite!

22 de setembro de 2015

Villaggio Bassetti Rosé - Merlot e Pinot Noir 2013

Nome: Villaggio Bassetti Rosé
Safra: 2013
País: Brasil
Região: São Joaquim, Santa Catarina
Produtor: Villaggio Bassetti

Uvas/Corte: 50% Merlot, 50% Pinot Noir
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Preço: Gentilmente oferecido pelo Jacy

Degustado em: 10 de abril de 2015
Onde Bebeu: Casa da comadre Márcia e do compadre Jacy, em São José
Harmonizado com: Boa conversa depois de sairmos para comer fora na Crazy Friday
Com quem: Claudio, Rafaela, Jacy, Márcia e Nicolas


Comentário do Produtor

A coloração deste vinho denuncia a eleboração por prensagem direta, permitindo manter as caracterisiticas de frescor e de aromas de um vinho alegre. A melhor harmonização para este vinho é uma boa companhia! Características organolépticas: límpido, de coloração pêssego à salmão, macio em boca e retrogosto agradável e persistência mediana. Temperatura de serviço: 9°C Harmonização: Peixes, frutos do mar, massas com molhos à base de ervas.

Impressões da Rafaela
Claudine resolveu comemorar seus 40 anos e nós não poderíamos perder a festa. Aproveitamos então para ir um dia antes e passar algumas horas com meus queridos amigos Márcia e Jacy e meu afilhado belo e inteligente Nicolas. Chegamos cedo e fomos recebidos com um almocinho tardio. Depois de uma tarde de conversa e após os apelos do Nicolas, fomos comer hambúrgueres em um local bem bonito no Kobrasol. Ao voltarmos para casa, o Jacy decidiu abrir este rosé catarinense para provarmos. Estava muito bom. Foi uma viagem bem rápida, mas valeu muito a pena termos ido.


Comentário do Claudio
Gosto dos vinhos de Santa Catarina. A produção no estado ainda é nova, mas bom vinhos estão saindo de lá, mostrando que o estado e sua altitude/frio podem produzir bons resultados e certamente em um futuro próximo vamos ouvir falar bastante da região. Villaggio Bassetti é um produtor que vem se mostrando bem interessante. Já provei um de seus tintos e um sauvignon blanc muito interessantes. Este rosé se mostrou muito agradável. Como estávamos batendo papo, não fiz nenhuma anotação do vinho. A garrafa acabou rapidamente e ficou a vontade de prová-lo novamente.

8 de setembro de 2015

Do #winebar: irRosso di Casanova di Neri

Nome: irRosso di Casanova di Neri
Safra: 2013
País: Itália
Região: Sant'Antimo Doc Rosso, Montalcino, Toscana
Produtor: Casanova di Neri

Importadora: Expand

Uvas/Corte: Sangiovese e colorino
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça

Onde foi comprado: Gentilmente nos presenteado pelo Winebar
Degustado em: 20 de agosto de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Massa caseira com manteiga e sálvia
Com quem: Claudio e Rafaela


Produtor:
Questo vino nasce dalle nostre uve dei vigneti de "Le Cetine" posti a sud di Montalcino dove nascono il Brunello Tenuta Nuova ed il Rosso di Montalcino. E' ottenuto da uve Sangiovese Grosso e Colorino (impiantato riproducendo delle vecchie piante che trovammo nei nostri vigneti più vecchi). Abbiamo cercato di produrre un vino di grande tipicità e legame con la nostra terra ma con lo stile e le caratteristiche dei vini di Casanova di Neri. Si lascia bere subito o conservato qualche anno potrà dare maggiori soddisfazioni.

Impressões da Rafaela
Um belo dia o Claudio chegou em casa e havia uma caixa na recepção nos esperando. Dentro dela, este vinho de Montalcino. Uns dias depois descobrimos que ele seria o tema do próximo Winebar. Quando chegou o dia da apresentação, não conseguimos abri-lo. Aproveitamos que faríamos uma massa caseira no sábado para prová-lo. Talvez a harmonização ideal seja com carne, mas o que posso dizer é que gostei muito dele acompanhando a nossa massa ao "burro e sálvia". É um vinho muito gostoso. Bateu uma saudade de nosso passeio por Montalcino. Creio que está na hora de voltarmos.

Comentário do Claudio

Mais um belo vinho apresentado no Winebar. Além deste, mostrou-se os excelentes vinhos da vinícola Casanova di Neri importados pela Expand. Este irRosso é um vinho com o espírito italiano. Um corte de Sangiovese e Colorino, típico italiano que cresce com um belo jantar. Mesmo não escolhendo a harmonização perfeita, nosso molho ao burro e sálvia não fez feio e ajudou a criar o espírito italiano na noite. Vinho bem feito, de boa intensidade em boca, ainda jovem e com potencial para envelhecer um pouco, tem um estilo que me agrada muito. Em boca mostra boa fruta vermelha misturado com algo levemente picante, gostoso de beber, é daqueles vinhos que a garrafa acaba rápido e você fica com vontade de beber mais uma taça. Boa experiência. Recomendo.

Boschi Brut - Chardonnay, Riesling e Merlot

Nome: Boschi Brut
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Maximo Boschi

Uvas/Corte: Chardonnay 25%, riesling 55% e merlot 20%
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 38

Numeração da garrafa: 0947/5000
Onde foi comprado: Cadeg
Quando foi comprado: abril de 2015
Degustado em: 9 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Bruschettas, cogumelos
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor
- Visão: coloração levemente amarelo-palha e rosáceo, límpida, brilhante e com reflexos. 

- Olfato: fino, elegante, fresco e ressaltando notas de frutas tropicais, como pêssego, abacaxi maduro e goiaba. 
- Paladar: com persistência longa e acidez bem refrescante. No retrogosto, ressalta a jovialidade.

Impressões da Rafaela
Gostei muito deste espumante. Ele tem todas as características que me agradam em um espumante. Não é amargo, nem doce em demasia, bastante equilibrado nos aromas e no sabor. Além disso, tem ótimo custo/benefício. Foi ótimo! 


Comentário do Claudio

Não conhecia esta linha de espumante da Máximo Boschi. Os vinhos e espumantes desta vinícola são conhecidos por envelhecer bem e entrarem no mercado com alguns anos de vida. Outros espumantes que provei deles se mostraram com grande evolução e muito complexos. Este brut mostrou características diferentes dos outros vinhos. Bem fresco, jovem, acidez marcante com notas levemente doces e algo de maçã verde, se mostrou fácil de beber. Um espumante refrescante e para beber sem compromissos.

27 de agosto de 2015

Les Amis - Bourgogne 2011

Nome: Les Amis
Safra: 2011
País: França
Região: Bourgogne
Produtor: Maison Louis Max

Uvas/Corte: Pinot Noir 100%
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Gentilmente nos enviado pelo Winebar
Degustado em:  7 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Frango e legumes cozidos
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentários do Produtor
Coloração de profundo rubi com reflexos púrpura. No nariz, aromas frescos de frutas vermelhas com um toque elegante de especiarias. Na boca, taninos suaves e muito frutados. Combina muito bem com carnes grelhadas e assadas, especialmente carnes bovinas. É um bom acompanhamento também para queijos curados.

Impressões da Rafaela
Decidimos abrir um vinho hoje em homenagem ao Dia do Jornalista. Preparei os ingredientes que tínhamos na geladeira. Para finalizar, ainda comemos alguns queijos que também estavam dando sopa. Foi um jantar bem caseiro, tranquilo e feliz. O vinho acompanhou bem tudo isso. Aproveitamos para conversar sobre Saint Emilion, cidadezinha francesa que pretendia conhecer na minha próxima viagem.

Comentário do Claudio
Este foi mais um vinho apresentado pelo Winebar. (Veja o video aqui) Importado pela Expand, é um Pinot bem agradável. Em boca: leve, equilibrado, fácil de se beber, um Pinot sem complexidade, mas que cumpre muito bem o seu papel. Leves notas de frutas vermelhas, boas características da cepa. Mostrou boa intensidade em boca, com final leve e agradável. Um Borgonha fácil de se beber e que foi bem com nosso jantar.

13 de agosto de 2015

Vistalba apresenta vinhos em excelente jantar no novíssimo Eleven

Na noite de 3 de agosto de 2015 tivemos o prazer de participar da apresentação dos vinhos da Vistalba realizada pelo enólogo Alejandro Cánovas no recém-inaugurado Restaurante Eleven, do chef alemão Joachim Koerper, no Rio de Janeiro.

Impressões da Rafaela
Chegamos pontualmente ao Eleven, no Jardim Botânico, e ficamos muito surpresos ao notar que praticamente todos os convidados já estavam ali trocando algumas palavras com os representantes da Domno do Brasil e da Vinícola Vistalba. Pouco depois estávamos acomodados em uma enorme mesa de 16 lugares montada no centro do restaurante.
Nelsir Carlos Kuffel, gerente de vendas nacional da Domno, abriu a noite com um brinde de .Nero Blanc de Blancs. Enquanto isso, eu estava provando o delicioso pãozinho alemão feito por Koerper. Segundo o maître, este pão remete à infância do chef alemão.
Depois da entradinha à base de peixe, partimos para uma lista de pratos com sabores especiais: tataki de atum com manga e gergelim, bacalhau confitado com feijão de Santarém e emulsão de laranja, leitão confitado com chutney de tomate, maracujá e batata ponte nova e, para fechar, brownie de chocolate caramelizado com frutos secos e sorvete de cumaru. Nem sei dizer do que gostei mais.
Com exceção do bacalhau, que foi acompanhado unicamente pelo Tomero Reserva Pinot Noir, os demais pratos foram servidos com duas opções de vinhos. Cabia a cada um avaliar qual vinho harmonizava melhor com o prato.
Sentei-me ao lado do enólogo Alejandro Cánovas, que havia saída naquela manhã mesmo de Mendoza e teria uma programação intensa também em São Paulo e Salvador nos dias seguintes. Antes de começarmos a degustar cada um dos pratos, Alejandro apresentava os vinhos e falava sobre as características da produção.
Foi uma noite muito agradável, com um jantar acompanhado por excelentes vinhos. O meu preferido foi o Tomero Reserva Pinot Noir.

Comentário do Claudio
Em uma agradável noite no novíssimo restaurante Eleven no Jardim Botânico provamos os vinhos da vinícola argentina Vistalba com a presença do enólogo, o simpático Alejandro Cánovas. Durante o excelente jantar preparado pelo chef Joachim Koerper provamos os vinhos da Linha Vistalba (com uvas da região de Luján de Cuyo) e da Linha Tomero (além de dois espumantes nacionais, .Nero.) Abaixo alguns comentários sobre os excelente vinhos provados.
Abrimos a noite com o espumante Blanc de Blancs .Nero. Os espumantes .Nero são todos feitos pelo método charmat, são muito bem feitos, sucesso de vendas. O Blanc de Blancs é muito elegante, delicado, envolvente, boa acidez e fácil de se beber. Acompanhou muito bem o couvert e os aperitivos do chef.
Com os comentários e as explicações do enólogo Alejandro, provamos os dois primeiros vinhos da linha Tomero. A ideia era provar um vinho branco e um rosé junto com um delicioso prato de atum e ver qual seria a melhor harmonização. Primeiro provamos o Torrontés, único vinho da linha Tomero que é produzido na região de Salta. O vinho surpreendeu pelo nariz bastante atraente, mais complexo que outros vinhos desta cepa. Em boca, mostrou bom corpo e estrutura aliado às notas florais características da cepa. Elegante e com complexidade, aguentaria até comidas um pouco mais pesadas. Ao mesmo tempo, provamos um rosé de malbec que também mostrou um nariz muito atraente. De cor mais clara que outros rosés argentinos. Alejandro explicou que Carlos Pulenta, dono da vinícola, adora os rosés da Provence, assim quis fazer um vinho mais elegante. Gostei deste rosé, bem gastronômico e como esperava algo mais intenso, me surpreendeu positivamente e na minha opinião casou muito bem com o prato.
Seguimos para o segundo prato da noite: um delicioso bacalhau com feijões de Santarém e para harmonizar um Pinot Noir Tomero. Foi a melhor dupla da noite: prato muito bem preparado e um Pinot Noir de respeito, vinho que merece ser degustado com calma para aproveitar todas as suas nuances. Fruta muito bem equilibrada, acidez perfeita, um grande vinho que deixou a vontade de beber mais um pouco.
Na sequência passamos por dois vinhos com mais potência e estrutura, Vistalba Corte B, elegante, estruturado e com muito potencial de guarda, e o jovem potente Tomero Petit Verdot. A harmonização para estes dois vinhos foi um prato de leitão, também muito bem preparado. Gostei muito dos dois vinhos, mas os considerei em estágios e perfis diferentes. O Corte B se mostrou mais equilibrado e mais pronto, um corte muito bem feito, mistura de intensidade em boca com elegância. Mostrou bom potencial de envelhecimento, mas já bastante agradável agora. O Petit Verdot mostrou as boas características da cepa, cor viva e intensa e muita potência em boca. Um belo vinho que, para o meu paladar, vai ficar ainda melhor com um tempo na garrafa.
Para finalizar a noite uma harmonização arriscada, o top Corte A com sobremesa. A harmonização não chegou a ser aquilo que foi imaginado, como o próprio enólogo comentou. A sobremesa, um brownie de chocolate caramelizado, precisava ser um pouco mais amarga. A harmonização não ficou ruim, mas apagou um pouco o brilho do excelente Corte A. O vinho segue a mesma busca de elegância/estrutura do corte B, só que com mais complexidade e ainda mais potencial de envelhecimento. Um belo vinho, de muita qualidade em uma noite de boas surpresas. Ainda provamos o espumante .Nero Moscatel, refrescante, doçura na medida. Foi um belíssimo jantar.

7 de agosto de 2015

Wines of Chile apresenta Vinhos da Costa Chilena no Rio de Janeiro

A Wines of Chile não poderia ter escolhido lugar melhor no Rio de Janeiro para realizar a masterclass "Vinhos da Costa Chilena - Diversidade e Consistência": o icônico Copacabana Palace, localizado em frente ao Oceano Atlântico. Esta foi a primeira ação da Wines of Chile no Rio, que pretende retornar no próximo ano com um evento ainda maior e aberto ao público consumidor. Desta vez, a masterclass sobre 11 rótulos chilenos foi apenas para convidados. Após a aula, realizada no dia 7 de agosto, houve ainda uma pequena feira com produtos de 16 vinícolas.

A masterclass foi conduzida pelo sommelier chileno Héctor Riquelme, mas teve participações de enólogos e representantes de algumas vinícolas. Mario Geisse apresentou o syrah Cool Coast da Casa Silva. O conhecido produtor dos espumantes Geisse aproveitou para dar uma ideia aos cariocas do frio que costuma fazer às margens do Pacífico. "Você olha para esta orla aqui em Copacabana e vê várias pessoas se exercitando simplesmente por prazer. Nas margens do Pacífico se você vir alguém correndo é porque a pessoa certamente está tentando se esquentar."

A degustação foi composta por quatro opções de sauvignon blanc, quatro de pinot noir, um shirah, um cabernet franc e um vinho da curiosa cepa Pedro Ximénez. "O foco nos vinhos com as uvas sauvignon blanc e pinot noir não pretende em nenhum momento desmerecer o passado - e outras uvas que marcam a história vitivinícola do Chile -, mas complementar o que já existe, abrindo novos caminhos e melhorando a cada dia", como afirmou Geisse. Riquelme aproveitou para dizer que não há a pretensão de copiar os vinhos de determinada região, mas alcançar uma boa tipicidade do lugar em que o vinho estiver sendo feito, opinião compartilhada pelo enólogo Ricardo Baetting da Morandé.

Riquelme destacou ainda que o vinho é resultado de três ingredientes: o solo, o clima e a interpretação humana. O sommelier aproveitou também para afirmar que não conhece no mundo um enólogo que levante da cama com o objetivo de fazer um vinho ruim. "Todos querem desenvolver um bom produto!"

Dos 11 vinhos degustados, os meus preferidos foram o Gran Reserva Pinot Noir 2014 da Morandé e o Floresta Cabernet Franc 2012 da Santa Rita.

A aula foi composta ainda pela apresentação de:
Falernia Pedro Ximénez 2013 (Viña Falernia, Valle de Elqui) - a Pedro Ximénez é bastante usada na fabricação de pisco. Estima-se que tenha chegado à América do Sul por volta de 1500, sendo primeiro ao Peru. É mais cultivada na Argentina. A Falernia foi criada em 1998 por dois primos italianos.

Siegel Special Reserve Sauvignon Blanc 2015 (Siegel Family Wines, Valle de Leyda) - para quem gosta de vinhos com muito vegetal, mas muito mesmo!

Montes Alpha Special Cuvée 2014 (Montes, San Antonio)

Terruyno Sauvignon Blanc 2012 (Concha y Toro,  Valle de Casablanca) - perto dos outros três SB bem característicos, este ficou até meio apagadinho.

Aconcagua Costa Chardonnay 2013 (Errazuriz, Manzanar) - Ótimo chardonnay!

Secreto de Viu Manent Pinot Noir 2013 (Viu Manent, Casablanca) - Eu tinha bastante curiosidade de provar este vinho, gostei.

Arboleda Pinot Noir 2013 (Arboleda, Aconcagua) - Este é um vinho muito bem feito. Provamos há algumas semanas, quando nos foi enviado pelo Winebar, e gostei bastante.

Duette Pinot Noir 2012 (Indomita, Valle de Casablanca) - Bom vinho. Segundo Héctor Riquelme, segue bem o estilo dos vinhos de Casablanca.

Cool Coast Syrah 2012 (Casa Silva, Costa do Vale de Colchagua).

Na feira que seguiu a masterclass, havia vinhos da Aresti, Bodegas y Viñedos de Aguirre, Cousiño Macul, Maquis e Requingua.

3 de agosto de 2015

Celebración 150 - Gran Cuvée, um impressionante uruguaio com 18 anos de vida

Nome: Celebración 150 Anõs Gran Cuvée
Safra: 1997
País: Uruguai
Região: Colônia
Produtor: Los Cerros de San Juan

Uvas/Corte: Tannat e Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Preço: -

Numeração da garrafa: 2941
Onde foi comprado: Devoto, em Punta del Este, no Uruguai
Quando foi comprado: Janeiro de 2015
Degustado em:  4 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Massa e molho caseiros
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Una cuvée de dos vinos emblemáticos del establecimiento, Tannat y Cabernet Sauvignon, representativos y de alta expresión. Un gran reserva con crianza mixta, en madera y botella por siete años. Nació en marzo de 1997 - excelente año vitícola - de uvas maduras y concentradas. Vivió sus dos primeros años en barricas nuevas de roble francés. Desde mayo de 1999 habita la botella que lo contiene hasta ver la luz en el 2004. Su tapón original de corcho natural de primera calidad, fue cambiado en mayo de 2003, para asegurar la larga vida que augura este vino. El perfil sensorial de este vino es evocador de años bien vividos. Su color permanece intacto. A la nariz destaca perfumes variados y profundos que se suceden sin pausa desde la primera olfacción al retrogusto. Se descubren uno a uno con la claridad de la edad madura. En la boca tiene un tacto suave y pleno porque la magia del tiempo fue capaz de moldear con sabiduría el temperamento fuerte de su juventud. Para disfrutar su plenitud desde el primer instante será mejor servirlo decantado. En el pasaje de la botella, que lo contuvo por tan largo tiempo, a una jarra decantadora recibe un abrazo de oxígeno que lo anima a mostrarse nuevamente con todo su color, olor y sabor. Refrescarlo si su temperatura fuera superior a los 18ºC. Servir en una copa grande que se estreche en los bordes para apreciarlo todo sin palidecer ninguna sensación.


Impressões da Rafaela
Este é um daqueles vinhos que dá gosto beber. Ainda mais porque harmonizou ricamente com a massa que o Claudio preparou para me esperar. Eu havia ficado duas semanas fora, uma a trabalho, outra acompanhando minha mãe que fez uma cirurgia no braço. Foi bom chegar em casa e ser recepcionada com um jantar feito com cuidado. O vinho harmonizou com tudo isso. 


Comentário do Claudio
Este vinho já entra para a seleção dos melhores de 2015. Em nossa estada em Punta del Este selecionei alguns vinhos para comprar e trazer ao Brasil. Fiquei muito curioso quando vi este vinho da safra 1997 sendo comercializado. Resolvi comprar para conhecer e foi uma excelente aquisição. Quem gosta de vinhos com alguns anos de vida vai adorar este corte de Tannat com Cabernet. Seu estilo lembra o Montchenot argentino. Apesar dos 18 anos, o vinho está vivo, mostrou que envelheceu muito bem. Elegante, levemente licoroso. Em boca ele é intenso, com taninos vivos, final longo e prazeroso. Belíssimo vinho e uma ótima surpresa. Gostaria de ter mais uma garrafa para beber novamente. Quem for para o uruguai, fica a dica.