22 de janeiro de 2015

Ganhamos um jantar com vinho português no Irajá

Nome: Vinha Grande
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha

Uvas/Corte: -
Teor alcoólico:
Rolha: Cortiça
Preço: Gentilmente oferecido pela Melina e pelo Marco
Onde foi comprado: Irajá Gastrobar
Degustado em: 8 de janeiro de 2015
Onde Bebeu: Irajá Gastrobar
Harmonizado com: Nhoque de baroa com molho funghi e releitura de um picadinho
Com quem: Claudio, Rafaela, Marco e Melina

Comentário do Produtor
De cor rubi profunda, é um vinho que revela um aroma intenso e complexo. Destaque para as componentes balsâmicas a cedro e caixa de tabaco, florais a esteva e resina, e ainda frutos vermelhos como a amora e groselha. Revela também frutos pretos, nomeadamente ameixa, sempre numa boa integração com a madeira discreta. Na boca tem um bom volume, acidez viva e taninos firmes. O seu final é longo e equilibrado.

Impressões da Rafaela
Fomos convidados pela Melina e pelo Marco para jantar. Eles escolheram o Irajá, restaurante onde fomos apenas uma vez há mais de dois anos. Gostei bastante do pão de queijo com coulis de damasco que escolhi, mas acabei enjoando do prato de nhoque depois da metade. O clima do restaurante é bem agradável, mas com marcação de preço bem elevada. Eu sempre fico em dúvida se o restaurante realmente entrega ao cliente o que cobra, mesmo tendo sido um jantar bem gostoso. Muito obrigada, Melina e Marco!

Comentário do Claudio
Nossos hóspedes nos convidaram para jantar no restaurante Irajá aqui em Botafogo. Foi uma noite muito agradável. O clima do restaurante é muito bom e para acompanhar os pratos o Marco escolheu um vinho português do Douro, o Vinha Grande. Do mesmo produtor do Barca Velha, este é um típico vinho do Douro. Início com um pouco de álcool aparecendo, mas que logo sumiu. Intenso, muita fruta e boa estrutura. Vinha Grande é um bom vinho. Foi um jantar divertido.

21 de janeiro de 2015

Jantar pretensioso: fazendo massa para italianos

Nome: Villagio Grando Brut / Barbeta Prosecco Superiori D.O.C.C
Safra: - / 2010
País: Brasil / Itália
Região: Água Doce, em Santa Catarina / Valdobbiadene
Produtor: Villagio Grando / Casa Vinícola Merotto

Uvas/Corte: Pinot Noir e merlot / prosecco
Teor alcoólico: 12,1% / 11,5%
Rolha: Cortiça
Preço: - / Presente da Melina e do Marco
Onde foi comprado: Cadeg / Deu la Deu, em Copacabana
Degustado em: 7 de janeiro de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Massa com molhos pesto e de tomate
Com quem: Claudio, Rafaela, Marco e Melina

Impressões da Rafaela

Já faz muitos anos que não vou à minha cidade natal, Esmeralda, mas sempre tenho contato com algumas pessoas de lá. É algo que me faz bem. Depois de encontrar por acaso duas antigas contemporâneas de colégio em Punta del Este, nesta semana estamos recebendo uma esmeraldense em casa e seu marido italiano. Fazia já uns 12 anos que eu não me encontrava com a Melina - a última havia sido em Curitiba por acaso. Na primeira noite deles no Rio, fizemos um jantar. Assim como nos arriscamos na noite em que fizemos empanadas para um argentino, neste jantar resolvemos fazer massa para um italiano. Muita pretensão, não? Bom, acho que nos dois casos, acabou dando tudo certo. Como o dia estava superquente, resolvemos abrir espumantes - um brasileiro e um italiano, nos presenteado pelo casal. Foi uma noite bem agradável.

Comentário do Claudio
Logo que chegamos de viagem recebemos em casa visitas, um casal de moradores de Veneza, que estavam de passagem pelo Rio antes de voltarem para a Itália. Melina é gaúcha, de Esmeralda, mesma cidade da Rafaela, e Marco é um verdadeiro italiano. Para o jantar resolvemos preparar uma massa fresca com molho de tomate e pesto para o italiano provar e ver se passávamos no teste. Foi um jantar muito agradável e para beber havia dois espumantes. Começamos pelo sempre correto Villaggio Grando Brut Rosé, sobre o qual já comentamos aqui no blog. Depois passamos para o também agradável Prosecco que eles compraram para bebermos juntos. Não fizemos anotações sobre o vinho, apenas aproveitamos a companhia. 

Na despedida do Uruguai: Pisano Merlot Tannat

Nome: Pisano
Safra: 2012
País: Uruguai
Região: Montevidéu
Produtor: Pisano

Uvas/Corte: Merlot 60% e tannat 40%
Rolha: Cortiça
Preço: 120 pesos a taça
Onde foi comprado: La Fonda del Puertito, em Montevidéu
Quando foi comprado: 4 de janeiro de 2015
Degustado em: 4 de janeiro de 2015
Onde bebeu: La Fonda del Puertito, em Montevidéu
Harmonizado com: Milanesa com papas fritas
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Na outra vez em que fomos a Montevidéu, ficamos bem impressionados com o restaurante La Fonda del Puertito. Por isso, não tivemos dúvida sobre onde seria nosso almoço de domingo. O restaurante é bastante simples, mas tem comidas deliciosas, além de boa carta de vinho. Como no dia anterior tínhamos tido duas experiências com vinhos, achei que era mais adequado pedirmos apenas duas tacinhas - alguém poderia dizer que deveríamos ter bebido água, mas em viagem não abrimos mão da refeição acompanhada por um vinho, ainda mais quando a comida é bem feita. Neste dia, antes de irmos ao aeroporto, passeamos pela orla de Montevidéu, que é bastante bonita, organizada e longa. Compramos um jornal local e ficamos lendo e observando as pessoas no domingo de manhã, fazendo suas caminhadas, pegando um sol ou tomando seus indefectíveis mates.

Comentário do Claudio
Último almoço em terras uruguaias antes de partir para o aeroporto. Depois de passear pela orla pela manhã, escolhemos este restaurante velho conhecido, o La Fonda del Puertito. O lugar é simples e aconchegante e a parrilla é excelente. Carne muito bem assada, macia e saborosa acompanhada por perfeitas papas fritas e os molhos da casa para acompanhar. Acabamos pedindo duas taças de vinho, para não passar em branco. O vinho que era servido em taça é um Pisano de entrada, um equilibrado corte entre Merlot e Tannat. Não tínhamos bebido um vinho dos Pisano nesta viagem e esta taça escoltou muito bem a refeição. Aquele tipo de vinho simples, mas feito para acompanhar comida, me lembrou alguns vinhos italianos, cujo perfil é exatamente este. Belo almoço para fechar nossa temporada uruguaia.

20 de janeiro de 2015

Leve, perfeito para um fim de tarde de verão: Don Pascual Brut Blanc de Noir

Nome: Don Pascual Brut Blanc de Noir
Safra: 2014
País: Uruguai
Região: Montevidéu
Produtor: Juanico

Uvas/Corte: Pinot Noir 85% e shiraz 15%
Teor alcoólico: 11,5%
Rolha: Rosca
Preço: 390 pesos
Onde foi comprado: Bar 62, em Montevidéu
Quando foi comprado: 3 de janeiro de 2015
Degustado em: 3 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Bar 62, em Montevidéu
Harmonizado com: Salada 62, chorizo e provolone
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do ProdutorThe principal characteristic of this wine is the intensity of the fruit and typical elegance of those wines with a champagne base. Young, fresh, approachable wine. 
Appearance: Stylish pale salmon colour
Nose: Intense and complex fruity aromas with a touch of wild forest mushrooms and fresh strawberries.
Palate: Balanced and lasting character, harmonious and dry.

Impressões da Rafaela
Depois do lauto almoço na Bouza, a fome era bem pequena à noite. Como estávamos ainda em viagem, resolvemos pedir um último vinho. Pedi para o Claudio escolher algo bem leve. Este rosé atendeu as minhas expectativas muito bem. A salada que comi também foi exatamente o que eu estava precisando para encerrar a maratona gastronômica dos últimos dias. Fechamos o dia com uma caminhada pela orla de Montevidéu, para vermos o elogiado pôr do sol. Mesmo com o vento tentando nos impedir, conseguimos! É realmente muito bonito. Já estou com saudades de nossa temporada em terras uruguaias.

Comentário do Claudio
Nossa última noite no Uruguai foi na pacata e pitoresca capital Montevidéu. Seguimos para o Bar 62 e, aproveitando o clima agradável da noite do verão uruguaio, sentamos em uma mesa na calçada. A fome não era grande e a ideia era pedir algum vinho leve, apenas para a noite não passar em branco depois do nosso belo almoço na Bouza. Don Pascual é a marca de vinhos mais vista nas lojas no Uruguai. Se não me engamo é a marca com maior produção e distribuição. Resolvemos escolher um vinho rosé, da Don Pascual, para acompanhar a agradável noite. Foi uma boa escolha, era o tipo de vinho que procurávamos. Um vinho fácil de se beber, sem complicações, leve, fresco, com leve notas de frutas frescas e bem feito. Vinho muito correto para nossa noite em Montevidéu.

Restaurante da Bodega Bouza: sempre uma excelente experiência gastronômica

Nome: Albariño
Safra: 2014
País: Uruguai
Região: Montevidéu
Produtor: Bodega Bouza

Uvas/Corte: Albariño
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Preço: 600 pesos
Onde foi comprado: Bodega Bouza
Quando foi comprado: 3 de janeiro de 2015
Degustado em: 3 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Restaurante da Bodega Bouza, nos arredores de Montevidéu
Harmonizado com: Pães e pratos deliciosos
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Levantamos cedinho neste dia para liberarmos nosso apartamento. Queríamos também cair logo na estrada, ou melhor, queríamos que chegasse logo a hora do almoço, pois ele seria na Bodega Bouza, onde almoçamos no começo de 2012. Novamente tivemos uma ótima experiência. Eu sou apaixonada pelos pães servidos no couvert do restaurante. São excelentes. Desta vez comi um peixe com spätzle verde, delicioso. Para acompanhar, tive o prazer de beber mais um albariño. Depois passeamos um pouco pela bela vinícola e seguimos para nossa última noite no Uruguai.

Comentário do Claudio
Um programa imperdível para quem vai para o Uruguai é visitar a Bodega Bouza e comer no excelente restaurante que existe ali. Quando planejamos nossa viagem a Punta del Este, arrumamos um jeitinho de passar por Montevidéu para irmos à Bouza (que fica bem pertinho da capital uruguaia). O lugar é bonito, muito bem cuidado, os vinhos são excelentes e tanto a comida quanto o serviço do restaurantes são impecáveis. Você pode escolher em fazer uma degustação com 4 vinhos diferentes ou escolher uma garrafa entre os vinhos produzidos por lá. O dia estava quente, um belo sol, não resistimos e bebemos novamente um Albariño, sobre o qual já comentamos alguns post abaixo. Mesmo sendo o meu prato um delicioso cordeiro, a excelente acidez do vinho proporcionou uma boa harmonização. Recomendo muito o vinho, a visita e o restaurante da Bouza.

19 de janeiro de 2015

Catamayor Tannat 2011, um vinho que não faz muito feliz

Nome: Catamayor Reserva de Família
Safra: 2011
País: Uruguai
Região: San Jose
Produtor: Bodegas Castillo Viejo

Uvas/Corte: Tannat
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Preço: 480 pesos
Onde foi comprado: El Palenque, em Punta del Este
Quando foi comprado: 2 de janeiro de 2015
Degustado em: 2 de janeiro de 2015
Onde bebeu: El Palenque, em Punta del Este
Harmonizado com: Cordeiro e frango na parilla
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Rojo con tonalidades violáceas, frutos rojos, frutos pasificados, chocolate amargo, acompañan en justa medida a dulces notas de roble tostado, boca intensa larga y equilibrada.

Impressões da Rafaela
Combinamos de resolver coisas práticas neste último dia em Punta, como colocar postais no correio, dar uma olhada nas lojinhas do Centro e, depois, quem sabe, ir à praia. Ainda bem que combinamos fazer outras coisas, pois ir à praia naquele dia estava meio difícil por causa do vento. Decidimos então dar um pulo em José Ignácio. Quando estávamos perto do La Huella, ouvi alguém chamar meu nome e quando olhei eram duas contemporâneas minhas de colégio: Januza e Karine, lá de Esmeralda. Foi engraçado, pois Punta não é exatamente um lugar pequeno. Logo depois voltamos ao centro, fizemos umas últimas comprinhas de doce de leite Lapataia e fomos arrumar nossas malas e nos prepararmos para o tão esperado jantar no El Palenque. Na hora de pedir o vinho, Claudio confundiu dois nomes com "reserva de família" e ao invés do Carrau o garçom acabou trazendo este Catamayor. Pressionado, Claudio disse que ele poderia abrir aquele mesmo. Aprendemos uma lição: nunca escolha um vinho sob pressão! A comida estava boa, assim como a sobremesa depois, mas o vinho deixou bastante a desejar, infelizmente. Posso ser injusta, mas espero demorar para beber o próximo Catamayor.

Comentário do Claudio
Fomos jantar no El Palenque, tradicional restaurante de parrilla com loja em Montevidéu e esta em Punta. Pedi uma suculenta e deliciosa picanha de cordeiro que estava muito bem assada. Na hora de escolher o vinho eu acabei fazendo uma confusão. Estava vendo um vinho da Carrau, mas por engano acabei falando e apontando na carta um outro vinho para o garçom. Quando ele chegou com o vinho vi que tinha pedido errado, mas não pedi para trocar e resolvi arriscar este Tannat Reserva de Família. Infelizmente era um estilo de vinho que não curto muito e que não queria beber. Um vinho com visual tintoso, mas em boca se mostrou um tanto magro. Notas de frutas não bem resolvidas misturadas com notas químicas. Final de boca curto e de um estilo que não me agradou. A bela picanha ficou sem companhia à altura. Não fomos felizes na nossa tentativa de arriscar na escolha do vinho.

Nada como começar o ano com um bom vinho: Bouza Merlot 2013

Nome: Bouza Merlot
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Montevidéu
Produtor: Bodega Bouza

Uvas/Corte: Merlot
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Numeração: 1.621 de 11.346
Preço: 450 pesos
Onde foi comprado: El Secreto, em Punta del Este
Quando foi comprado: 1º de janeiro de 2015
Degustado em: 1º de janeiro de 2015
Onde bebeu: El Secreto, em Punta del Este
Harmonizado com: Provolone, chorizo e batatas fritas
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Neste primeiro dia de 2015, começamos visitando a Casa Pueblo, lugar inspirador construído pelo artista uruguaio Carlos Paéz Vilaró. Depois tentamos ir à praia, mas o vento nos fez ficar apenas uma horinha na areia. À noite, resolvemos comer algo próximo do Porto. Escolhemos este restaurante que fica de frente para o rio. No horário em que fomos, só havia brasileiros. Quando estávamos indo embora, notamos que era o horário de chegada dos uruguaios. Vimos o pôr do sol comendo comidinhas gostosas e bebendo este vinho excelente. Não podíamos ter escolhido melhor vinho para começar o ano. Vinho gostoso, bem feito, daqueles que você bebe sem pensar, mas com muita satisfação.

Comentário do Claudio
Se fechamos o ano com um vinho branco da Bouza, resolvemos começar o ano com um tinto da mesma vinícola. Seguimos no final do dia para a região do porto e acabamos no restaurante El Secreto. Conseguimos uma mesa bem na janela com uma ótima vista do pôr do sol.
A carta de vinhos não era tão extensa e vi que este Merlot estava com um excelente preço. Foi uma bela escolha. Vinho muito bom, com ótima tipicidade, corpo médio, notas de ameixa. Vinho muito agradável e elegante. Taninos macios e acidez correta. Foi uma ótima escolha e acompanhou bem tanto o chorizo e o provolone (que vieram direto da parrilla) quanto o belo entardecer em Punta del Este. A Bouza está mostrando cada vez mais cuidado com seus vinhos. Excelente vinícola.

18 de janeiro de 2015

A perfeição do Albariño Bouza para terminar bem 2014

Nome: Albariño
Safra: 2014
País: Uruguai
Região: Montevidéu
Produtor: Bodega Bouza

Uvas/Corte: Albariño 100%
Teor alcoólico: 13%
Preço: 580 pesos uruguaios
Rolha: Tampa de rosca
Onde foi comprado: Vinhos del Mundo, em Punta del Este
Quando foi comprado: Dezembro de 2014
Degustado em: 31 de dezembro de 2014
Onde bebeu: Em nosso endereço em Punta
Harmonizado com: Paella
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor

Vino de color amarillo pálido con reflejos verdosos y notas aceradas, cristalino y brillante. En nariz presenta aromas cítricos que nos recuerda a lima, damasco, durazno blanco y pera. Al agitar la copa aparecen notas florales, notas de manteca y pan. De ataque dulce, evoluciona rápidamente hacia una acidez equilibrada, de persistencia media y final muy amable. En suma, un vino joven, con mucha frescura, complejo y con gran personalidad.se muestra suave y exuberante, con notas a frutas frescas como peras, ananá, lima, en un fondo de flores blancas. EB, SMQ14, AB 19.08.14

Impressões da Rafaela
Não nos programamos, tampouco queríamos gastar dinheiro para ir a uma das tantas festas de fim de ano que seriam realizadas naquela noite. Ao contrário, vimos que opções de comidas teríamos e nos preparamos para jantarmos tranquilos em casa e depois irmos olhar os fogos à beira-rio. Para acompanhar a paella que compramos, escolhemos este ótimo vinho da Bouza. Eu adoro este vinho. Ele é aromático, adocicado na medida certa, leve e delicioso. Terminamos o ano felizes.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: Ficamos pensando qual seria o nosso último vinho do ano, o vinho da noite de revéillon. Combinamos de jantar em casa e depois seguiríamos para perto da área do porto para vermos o movimento e os fogos. Compramos uma paella e definimos que seria um vinho branco. O primeiro vinho que me vem a cabeça quando falamos de vinho branco no Uruguai é o Albariño da Bouza. Já havíamos provado em outra oportunidade este vinho e gostamos muito. Desde a nossa chegada eu ficava pensando em que momento o beberíamos. Assim, não tivemos outra escolha a não ser comprar uma garrafa, gelar e beber. Este vinho branco é daqueles que ao beber o primeiro gole, você já tem a certeza de que a garrafa vai terminar rapidamente. O vinho da safra 2014 estava bem fresco, muito aromático, excelente acidez e muita elegância. É um vinho muito bem feito e fácil de se gostar. Este vinho mostra que a cepa se adaptou muito bem em terras uruguaias e que a Bouza fez um belo trabalho. Recomendo!

Prova de um Pinot Noir acompanhados por um especialista

Nome: Las Moras / Hum
Safra: 2014 / 2010
País: Argentina / Uruguai
Região: San Juan / Punta del Este
Produtor: Finca Las Moras / Bodega Marichal e Hijo

Uvas/Corte: Sauvignon Blanc / Pinot Noir
Teor alcoólico: - / 14%
Preço: 590 pesos
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Gentilmente oferecido por Michael / Grand Cru
Quando foi comprado: Dezembro de 2014
Degustado em: 30 de dezembro de 2014
Onde bebeu: Sítio do Michael, em Pan de Azucar, Uruguai
Harmonizado com: Empanadas e salada de ovos feita pelo Michael
Com quem: Michael, Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
La finca Yellow Rose se encuentra donde se une el arroyo Maldonado con el Océano Atlántico, una ubicación privilegiada en Uruguay. En un entorno de parque natural, espacios verdes y jardines se disfruta una atmósfera apacible ideal para el desarrollo de este proyecto vitivinícola. Siguiendo un estilo de vinificación tradicional, el objetivo en la elaboración de este vino fue buscar elegancia, equilibrio y potencial de envejecimiento. Pinot Noir es una variedad de vid de temprana maduración que necesita condiciones de temperatura muy especiales para lograr su desarrollo. Son muy pocas las regiones en el mundo donde este cepaje puede alcanzar su punto óptimo de madurez. Por las condiciones climáticas y topográficas de esta pequeña zona tenemos esos veranos cálidos a frescos que generan el "terroir" que el Pinot Noir necesita para dar su máxima expresión. Color: rojo rubí.
Nariz: Es complejo lleno de fruta roja fresca, aromas de cereza mezclado con chocolate negro y tabaco. Boca: Intenso de fruta roja fresca con un volumen muy agradable, aterciopelado y con un buen final en boca.

Impressões da Rafaela
Alugamos o apartamento em que ficamos em Punta pelo site Airbnb. Foi nossa primeira experiência e ficamos bem satisfeitos. Por acaso o nosso locador foi um alemão produtor de vinhos. Michael mora por seis meses no Uruguai e durante o tempo da colheita das uvas vai para a Alemanha. Nos meses que sobram ele viaja de moto pelo mundo. Sabendo de nosso interesse por vinhos, combinamos com o Michael de tomarmos um vinho juntos durante os dias em que estaríamos em Punta. Fomos até o sítio onde ele mora e tão logo chegamos foi aberto este vinho branco comprado por ele em um supermercado local. O vinho revelou-se muito bom, fresco, muito bom para espantar o calor daquele final de tarde. Como o Michael produz pinot noir na Alemanha, Claudio decidiu levar um pinot uruguaio para análise. Bom, o resultado foi um pouco diferente do esperado. Acabamos bebendo a garrafa toda porque a conversa estava boa, mas o vinho foi meio decepcionante.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: Por acaso, o proprietário do apartamento que alugamos em Punta é um enólogo e de uma família produtora de vinhos na Alemanha. No dia em que pegamos a chave do apartamento conversamos um pouco e ele falou dos Pinots que produz por lá. Devido a este papo, combinamos de nos encontrar no sítio dele para bebermos um vinho. Para o encontro resolvi escolher uma garrafa de Pinot Noir uruguaio para ouvir a opinião dele sobre o comportamento desta uva no Uruguai. Na véspera tinha visto um Pinot uruguaio na loja da Grand Cru, de um produtor desconhecido. Resolvi arriscar e comprei uma garrafa. Chegamos ao sítio, que ficava em Pan de Azucar, e começamos os trabalhos com um Sauvignon Blanc argentino gentilmente oferecido pelo Michael. Vinho fresco, leve, jovem e bem agradável. Enquanto bebíamos o vinho branco, abrimos a garrafa do pinot, por conselho do vendedor da Grand Cru, que disse que o vinho precisava respirar. É interessante provar um vinho com um especialista, pois ele é capaz de observar cada característica do vinho e definir exatamente o tipo de problema ou a qualidade do vinho. No caso do que levamos, o vinho deixou muito a desejar. No rótulo indicava que o vinho era da região de Punta del Este. Michael comentou que muitos entusiastas por vinho acabam plantando vinhedos em terras uruguaias nem sempre ideais para a produção de uvas. Então fazem a vinificação em alguma vinícola maior e quase sempre são parcelas pequenas. Muito provavelmente é o caso deste vinho. Em boca se mostrou fechado, com poucas características da cepa e morreu rapidamente na taça. O Pinot deixou a desejar, mas o encontro e a conversa foram ótimos.

17 de janeiro de 2015

H Stagnari - Tannat 2013

Nome: H Stagnari
Safra: 2014
País: Uruguai
Região: Montevidéu/Canelones
Produtor: HStagnari

Uvas/Corte: Tannat
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: 29 de dezembro de 2014
Quando foi comprado: El Novillo Alegre
Degustado em: 29 de dezembro de 2014
Onde bebeu: El Novillo Alegre, Punta del Este
Harmonizado com: Carnes feitas na parilla
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Na noite anterior, fomos ao Boca Chica realizar o meu sonho de ver o pôr do sol tomando um clericot, a bebida oficial do verão em Punta. Foi perfeito. Além de um ótimo clericot, o lugar oferecia mexilhões à provençal. Na segunda-feira, acordamos cedo para irmos à praia. Fomos a uma parte bem vazia da Playa Mansa, que eu achei ótima, pois o rio estava bem mansinho. Fui muitas vezes me refrescar. Nosso plano para aquela noite era ir ao hotel Fasano para comermos no restaurante Las Piedras. Seria nosso presente de Natal. Só que ao chegarmos lá descobrimos que o restaurante não abre mais durante a semana e também que mudou de local. Decidimos voltar então para Punta e jantar em outro lugar. O escolhido foi o mesmo El Novillo Alegre do dia de Natal. Há males que vêm para bem. Só então Claudio me disse que estava meio enjoado, ou seja, no final foi melhor não ter dado certo o jantar no Fasano. Nesta noite, eu bebi uma meia garrafa deste tannat. É um vinho todo certinho, que acompanha bem um jantar despretensioso, como se tornou então o nosso nesta noite.

Artesana, mistura potente de tannat com merlot

Nome: Artesana
Safra: 2011
País: Uruguai
Região: Canelones
Produtor: Artesana

Uvas/Corte: Tannat 60% e merlot 40%
Teor alcoólico: 15,3%
Rolha: Cortiça
Preço: 585 pesos
Onde foi comprado: 27 de dezembro de 2014
Quando foi comprado: Lo de Tere, em Punta del Este
Degustado em: 27 de dezembro de 2014
Onde bebeu: Lo de Tere
Harmonizado com: Risoto de camarões, casquinha de siri e prato de lulas
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Este vino se presenta rojo rubí muy brillante. El aroma es muy complejo y delicado pudiéndose sentir los frutos rojos, uvas pasas, especias, caramelo y cacao. En boca los taninos son suaves pero el sabor es intenso otorgando un largo fnal.

Impressões da Rafaela
Começamos nosso dia passeando pela La Barra, uma espécie de bairro de Punta com bastante comércio e restaurantes. Almoçamos por lá, comendo um chivito no Rex. O chivito é parecido com o xis gaúcho - mas não tão gostoso, claro. Depois passamos algumas horas na praia, para começar a pegar uma cor. O final da tarde foi marcado por uma caminhada pela região do Porto. Passamos pela porta de vários restaurantes e acabamos escolhendo este Lo de Tere, sobre o qual havíamos lido alguns bons comentários. O jantar foi muito bom. O garçom nos ofereceu como entrada uma casquinha de siri. Eu sempre fico com um pé atrás, mas realmente esta é ótima, diferente de qualquer casquinha de siri que eu já tenha posto os olhos. Gostei muito. O vinho escolhido pelo Claudio era poderoso! Forte, mas bem gostoso. Claudio nem quis me dizer quanto de álcool tinha, para eu não me assustar. Bebi bastante água e para rebater comemos um panqueque de dulce de leche. Bem boa!!! O melhor de tudo é que como fomos os primeiros a chegar no restaurante, tivemos um desconto de 40% nos pratos.

Comentário do Claudio
Fomos jantar no Lo de Tere, restaurante muito bom bem perto do porto de Punta. A carta de vinhos do restaurante é muito interessante com bons rótulos. Havia provado os vinhos da Artesana na feira de Tannat Uruguaios que passou pelo Rio e fiquei com vontade prová-los com calma novamente. Assim que vi na carta este corte de Merlot com Tannat, não tive dúvidas sobre qual seria o vinho do jantar. Vinho de grande estrutura, muita intensidade em boca, muito corpo. Um vinho tintoso, com notas de ameixa preta e taninos bem domados. Apesar de seus 15,3% de álcool, ele se mostrou bem integrado assim como a madeira. É um vinho potente, mas com muita personalidade, sem ser exagerado ou enjoativo em boca. Vinho muito bem feito. Vinícola que vale prestigiar. Por incrível que pareça, mesmo com toda esta estrutura, o vinho não atropelou o prato de lulas. Foi um belo jantar e um belo final de noite em Punta.

16 de janeiro de 2015

Depois da tempestade, um espumante para terminar bem o dia

Nome: Pizzorno Brut Nature
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Canelón Chico
Produtor: Pizzorno Wines

Uvas/Corte: 90% Chardonnay 10% Sauvigon Blanc
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça
Preço: 358 pesos
Onde foi comprado: 26 de dezembro de 2014
Quando foi comprado: Supermercado Tienda Inglesa, em Punta del Este
Degustado em: 26 de dezembro de 2014
Onde bebeu: Em nosso endereço em Punta
Harmonizado com: Salada e empanadas
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Como o dia amanheceu meio cinzento, resolvemos ir visitar o povoado Garzón, sobre o qual havíamos lido em outros blogs e também por ficarem lá a Colinas de Garzón, empresa que produz um azeite de que gostamos muito. Como não havíamos feito reserva de passeios, acabamos bebendo uma tacinha de vinho branco e comendo algumas empanadas na bela sala de recepção da Garzón. Depois de fazermos comprinhas, seguimos até José Ignácio, lugar bonitinho que fica a meia hora de Punta. Tomamos um café, compramos empanadas para nosso jantar - sim, nós não enjoamos de empanadas. :) Na volta para casa, passamos por um dilúvio na estrada. Depois de muita água, resolvemos parar no Punta Shopping para esperar melhorar um pouco a chuva. Ao final da tarde, depois de muitas aventuras, chegamos em casa, esquentamos nossas empanadas e abrimos esse espumante Pizzorno. Nas primeiras taças, a bebida parece sem muita personalidade. Depois melhora um pouco. Eu estava animada em beber um espumante, mas fiquei levemente decepcionada. Ele passa rápido pela boca, sem deixar muita marca.

Comentário do Claudio
Exame visual: Amarelo pálido e perlage fina
Exame olfativo: Nariz leve e agradável
Exame gustativo: Começamos o dia visitando a loja da vinícola Garzón. Resolvemos comer umas empanadas por lá e para acompanhar provamos o Albariño deles. Um bom vinho, leve, fresco e bastante aromático. Um bom vinho, mas um pouquinho abaixo do Albariño produzido pela Bouza. Para nosso jantar compramos umas empanadas em José Ignácio e resolvemos provar um espumante uruguaio. Passamos na Tienda Inglesa e ficamos em dúvida entre alguns espumantes. Por fim escolhemos este Nature da Pizzorno. Não é um espumante ruim, mas não chegou a empolgar. Na boca tem um corpo leve, a primeira impressão é que é um pouco ligeiro e com final curto. Melhorou um pouco quando acompanhou a empanada. É um espumante direto, poderia ter um pouco mais de acidez. Talvez tenha que provar um outro espumante uruguaio para ver o potencial do país.

Parilla e vinho uruguaio para dar início às férias em Punta del Este

Nome: Gran Guarda H Stagnari
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Montevidéu/Canelones
Produtor: HStagnari

Uvas/Corte: Tannat 65% e cabernet sauvignon 35%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Preço: 620 pesos
Onde foi comprado: 25 de dezembro de 2014
Quando foi comprado: El Novillo Alegre
Degustado em: 25 de dezembro de 2014
Onde bebeu: El Novillo Alegre, Punta del Este
Harmonizado com: Carnes feitas na parilla
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Neste primeiro dia em Punta, levantamos um pouco mais tarde. Afinal, era dia de Natal. Primeira providência foi comprar algumas coisinhas no supermercado, inclusive um guarda-sol para os próximos dias de praia. Logo ficamos bem contentes com o supermercado, pois tinha vária comidinhas prontas e com uma cara bem boa. Aproveitamos para escolher nosso almoço logo de uma vez. À tarde, decidimos ver se a praia ficava mesmo perto e saímos a pé de casa em direção à Praya Mansa. Foi uma boa caminhada. Depois ainda fizemos outra na areia, para reconhecimento do terreno. Quando o fim da tarde chegou, estávamos famintos. Escolhemos um restaurante que havíamos avistado ao ir ao supermercado. Depois vi que ele também estava nas indicações que eu havia tirado de alguns blogs antes da viagem. Chama-se El Novillo Alegre. É um açougue com uma parilla e algumas mesas. Fomos os primeiros de muitos brasileiros. Como não havia ainda ninguém, escolhemos nossa mesa preferida e tivemos um jantar superfeliz. Fiquei bem satisfeira com este vinho, leve, com gosto de frutas vermelhas ao fundo. Depois ainda fomos dar uma voltinha na rua principal da península, a Gorlero.

Comentário do Claudio
Exame visual: Violeta vivo, mostrando ser um vinho jovem.
Exame olfativo: notas de frutas vermelhas
Exame gustativo: Primeira noite, ou melhor final de tarde, ainda com sol e bem mais cedo que os outros, saímos para jantar, indo até o El Novillo Alegre, simples e simpático restaurante/loja de carnes. Nosso primeiro jantar tinha que ser uma parrilla com um bom vinho uruguaio. Escolhemos um corte de Cabernet Sauvignon com Tannat da vinícola H. Stagnari. Outro bom vinho que acompanhou bem a minha carne. Um vinho jovem com predomínio de fruta fresca na boca e leve nota da sua passagem pela barrica. Um vinho sem complicações, fácil de se beber e com leves notas doces em seu final. Foi um bom jantar, destaque também para as batatas fritas.

15 de janeiro de 2015

Ceia de Natal frugal, mas com bom vinho: Cuna de Piedra Reserva Roble 2012

Nome: Cuna de Piedra Reserva Roble
Safra: 2012
País: Uruguai
Região: Colonia
Produtor: Los Cerros de San Juan

Uvas/Corte: Tannat 100%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Preço: 300 pesos uruguaios
Onde foi comprado: Tenda Inglesa de Atlântica
Quando foi comprado: 24 de dezembro de 2014
Degustado em: 24 de dezembro de 2014
Onde bebeu: Em nosso endereço em Punta del Este
Harmonizado com: Pães e queijos
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Muy bien vestido de color púrpura oscuro, casi matices morados. Olor de la serie animal, con notas netas e intensas de frutos maduros y fondo especiado. Muy bien estructurado, sabroso.
Temperatura de servicio: 19ºC


Impressões da Rafaela
Passamos praticamente o dia todo viajando. Comprei as passagens em maio passado e nem me lembro mais quais foram meus critérios de escolha. Creio que tenha sido o preço, pois foi uma viagem meio longa, por São Paulo. O lado bom é que tivemos tempo para conhecer o novo terminal do aeroporto de Guarulhos, que ficou lindo! Almoçamos no Red Lobster com calma e ainda conseguimos até fazer vários posts para o blog. Chegamos a Montevidéu às 18h, mas demoramos uma hora para passar pela imigração e pegarmos o nosso carro. Só fomos chegar a Punta mesmo lá pelas 21h, já acompanhados pelo dono do apartamento que alugamos. Por sorte encontramos um supermercado no caminho, que havia sido nos indicado pelo locador. Fizemos algumas comprinhas e estava feita nossa ceia de Natal, que foi muito boa. Eu gostei muito deste tannat que o Claudio escolheu às pressas no supermercado. Foi uma noite bastante feliz.

Comentário do Claudio
Exame visual: Violeta vivo.
Exame olfativo: Algo adocicado.
Exame gustativo: Este foi o vinho da nossa "ceia"de Natal. Chegamos a Montevidéu e seguimos rumo à Punta. No caminho avistamos uma Tienda Inglesa, supermercado uruguaio. Paramos rapidamente por ali para comprar algumas coisas para comermos mais tarde. Não conhecia este vinho e resolvi arriscar. Ele se mostrou uma boa escolha. Vinho muito bem feito, um tannat bem domado, que mostrou em boca uma boa fruta fresca misturada com interessantes notas de especiarias. Vinho de estilo mais moderno, com boa madeira integrada ao conjunto, sem exageros. Um vinho macio de bom final e fácil de se gostar. Um bom trabalho da vinícola. Assim começaram os nossos dias no Uruguai.

Villaggio Grando Chardonnay no almoço árabe pré-natalino

Nome: Villaggio Grando
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Santa Catarina
Produtor: Villaggio Grando

Uvas/Corte: Chardonnay
Teor alcoólico: 12,4%
Rolha: Cortiça
Degustado em: 21 de dezembro de 2014
Onde bebeu: Casa da mãe do Claudio, no Rio
Harmonizado com: Comida árabe deliciosa
Com quem: Claudio, Rafaela, Regina Helena, Claudine, Marcela e Mauro

Comentário do Produtor
Visual: Graças à completa maturação das uvas, o vinho exibe uma coloração amarelo palha, brilhante e transparente. Nasal: É um vinho de muita força aromática, principalmente marcado por aromas florais, como flor de laranjeira, também lembrando mel e amêndoas. Boca: A harmonia gustativa se baseia em sua mineralidade, força em álcool e acidez equilibrada que lhe passam vitalidade e vivacidade. Este é um exemplo de vinhos brancos que tendem a evoluir em garrafa. Este vinho pelas condições de frescor que apresenta, não estagiou em barricas de carvalho para assim mantê-lo. Este vinho de bom corpo, se mostra muito redondo e de grande persistência aromática.

Impressões da Rafaela
O rótulo deste vinho é bonito, a cor é bonita, mas confesso que fiquei um pouco decepcionada, esperava mais vida e sabor. O almoço pré-natalino foi excelente na companhia da família do Claudio. A comida árabe estava muito gostosa. Como vamos viajar durante as festas de final de ano, resolvemos adiantar a celebração do Natal.

Comentário do Claudio
Como iríamos viajar no dia de Natal, fizemos um almoço familiar uma semana antes da data. Para este almoço, resolvi testar um vinho branco de Santa Catarina que não havia provado ainda. O vinho decepcionou um pouco. Sem muita presença em boca e pouca tipicidade, morreu rápido na taça. Este vinho não mostrou a qualidade já provada em outros produtos desta vinícola. A comida árabe do almoço estava ótima!

14 de janeiro de 2015

Jantar da firma com Artero e Água de Valencia

Nome: Artero
País: Espanha
Região: La Mancha
Produtor: Viñedos y Bodegas Muñoz
Importador: Decanter

Uvas/Corte: Macabeo
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Venga!, em Ipanema, no Rio
Degustado em: 19 de dezembro de 2014
Onde bebeu: Venga!, em Ipanema, no Rio
Harmonizado com: Tapas diversos
Com quem: Claudio, Rafaela, Gilberto e Julia

Impressões da Rafaela
Dia de jantar da firma do Claudio. Desta vez não fui de vinho, aproveite a oportunidade para beber uma sangria, aliás, uma água de Valencia, com espumante, suco e licor de laranja. O jantar foi bem agradável, com boas risadas junto com a Julia e o Gilberto.

Comentário do Claudio
Resolvemos fazer um happy hour de final de ano da C-Brand no Venga! de Ipanema, típico bar de tapas ao melhor estilo espanhol. Para acompanhar as comidinhas espanholas, o bar oferece uma carta com 100% de vinhos espanhóis. Como a noite estava quente, decidimos pedir um vinho branco. Não tinha muitas opções, então escolhemos um vinho que eu já tinha bebido a versão tinta, o Artero. Vinho bem leve, fresco, sem complicação. Um vinho correto, que serviu para escoltar o papo e as tapas da noite.

Brinde qualificado: Champagne Chartogne-Taillet Heurtebise 2008


Nome: Chartogne-Taillet
Safra: 2008
País: França
Região: Champagne
Produtor: Chartogne-Taillet

Uvas/Corte: Chardonnay 100%
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: em Paris
Quando foi comprado: Julho de 2013
Degustado em: 11 de dezembro de 2014
Onde bebeu: Na varanda de casa, no Rio
Harmonizado com: Polpettone Voilà e arroz integral
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Ce Blanc de blancs est issu d'une vigne nommée Les HeurteBise. Les sols sablonneux calcaires qui nourrissent les plants se réchauffent rapidement, et apportent à cette sève, une chaleur que l'on ressent aisément dans le Champagne. La trame sèche et nette de ce vin provoque et intimide, il est nécessaire de lui apporter toute son attention pour comprendre ce vin bien représentatif des sables de Merfy.

Impressões da Rafaela
Este não foi um dia fácil. Ele vinha sendo esperado há três anos. Tudo bem, talvez eu esteja exagerando um pouco. Nos últimos dois meses, porém, foi o dia mais aguardado, o dia da minha qualificação de doutorado. Depois de vários dramas com o orientador, incertezas a respeito de muitas coisas, chegou o momento de apresentar o projeto para uma banca de cinco professores. Eu sempre fico nervosa com apresentações. Desta vez não foi diferente. Fato é que tudo passa e as três horas diante da banca também passaram. Recebi críticas, sugestões e puxões de orelha, mas sobrevivi. Ufa! Há muito trabalho pela frente. 2015 será um ano de muitas leituras e precisarei me dedicar muito ao doutorado se quiser passar pela banca em março de 2016. Quando cheguei em casa, exausta, pensamos em sair, mas no final vasculhamos o freezer e ao ver que ainda tínhamos um Voilà, decidimos ficar em casa mesmo. Claudio escolheu este Champagne para brindarmos esta troca de fase. Obrigada, amor, por estar ao meu lado ao longo deste ano. No dia seguinte, comemorei com meus amigos queridos do mestrado.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: Nada melhor que pontuar datas importante brindando com um bom Champagne. Compramos esta garrafa por indicação de dono de uma loja de vinhos bio que conhecemos em Paris. Resolvemos abrir esta garrafa para comemorar mais uma etapa que a Rafaela cumpriu no doutorado. Um Champagne de personalidade e boa complexidade. Em boca, notas claras de leveduras e amêndoas, além de delicadas notas de frutas brancas. De boa acidez, tem um final longo e agradável. Um Champagne diferente e interessante. Vamos começar a escolher como serão os brindes das novas etapas vencidas.

13 de janeiro de 2015

Cheval des Andes 2003 e vários outros vinhos

Nome: Louise Brison Brut / Cheval des Andes / Valpolicella Classico Superiore Ripasso / Rosa Regale
Safra: 2006 / 2003 / 2009 / 2012
País: França / Argentina / Itália / Itália
Região: Champagne / Mendoza / Sommacampagna / Toscana
Produtor: Le Grand Mallet / Cheval Blanc & Terrazas de Los Andes / Tenuta Lena di Mezzo / Banfi
Importador: La Cave Jado

Uvas/Corte: - / Malbec, cabernet sauvignon e petit verdot / Corvina, rondinella e molinara / Brachetto d'Acqui
Teor alcoólico: 13,5% / 14% / 14% / 7%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Champagne e Cheval des Andes trazidos pelo Alexandre / Valpolicella foi presente de aniversário do Alexandre para o Claudio em 2012 / O vinho de sobremesa, a Rafaela quis comprar quando visitou a Vinícola Banfi, na Toscana
Degustado em: 7 de dezembro de 2014
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Queijos e tomatinhos de entrada, massa caseira e sobremesas do Guerin
Com quem: Claudio, Rafaela, Alexandre e Vanessa com Luiza na barriga

Impressões da Rafaela
A conversa estava tão animada que quando vimos três garrafas já tinham ido embora. Não que a Vanessa e eu tenhamos bebido muito. Aliás, a Vanessa só provou um pouquinho. Durante o dia, fomos passear em Niterói, no MAC e no Parque da Cidade, de onde se tem uma bela vista do Rio. Na volta, almoçamos em Ipanema e voltamos para casa, onde Claudio, sob o olhar atento da Vanessa, preparou a massa e o molho para mais tarde. Começamos o outro dia bebendo este vinho doce da Banfi e comendo as sobremesas do Guerin. No domingo, aproveitamos para dormir um pouco mais e depois fomos dar uma caminhada no Leblon, onde comemos no Venga e um sorvetinho no Momo. Logo depois chegou a hora de levarmos os três ao aeroporto. É sempre um momento triste. Bom saber que em 2015 teremos muitos outros encontros.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: Bons vinhos combinam com um bom papo. Assim foi a noite de sábado com os amigos Vanessa e Alexandre lá em casa. Depois de passearmos durante o dia, resolvemos que faríamos alguma coisa em casa para comer e abriríamos alguns vinhos especiais. Assim foi. O primeiro vinho que abrimos foi um Champagne, o Luis Brison Brut 2006, complexo, notas de fermentação e notas bem evoluídas. Belo Champagne trazido pelo Alexandre. Na sequência, abrimos o Cheval des Andes 2003, vinho que o Alexandre esperou completar 10 anos e abriu conosco. Há alguns anos tínhamos bebido uma garrafa da safra 2004, também em casa (leia aqui) e combinamos de beber este outro juntos. O dia chegou. Na verdade nem percebemos, mas a garrafa foi embalando o nosso papo e de repente já estava no último gole. Podemos afirmar que o vinho harmonizou com perfeição com a conversa. Este é um argentino que mistura bem potência com elegância e tem bom potencial de guarda. Acho que ainda dava para esperar mais uns anos para abrir a garrafa. Partimos para o jantar, que seria a nossa massa caseira, e nada melhor que um vinho italiano para acompanhá-la. Escolhemos uma garrafa que ganhei de aniversário deles, um belo e agradável Valpolicella Ripasso. Para finalizar, abrimos um espumante italiano rosé, de sobremesa que compramos quando visitamos o Castello di Banfi. Boa surpresa, foi muito bem com nossa sobremesa. Noite animada, de bom papo e bons vinhos.

Um refrescante rosé no La Botella

Nome: Rosé D'Anjou
Safra: 2013
País: França
Região: Loire
Produtor: Remy Pannier

Uvas/Corte: 70% Grolleau Gris, 20% Gamay e 10% Cabernet Franc.
Teor alcoólico: 10%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 56
Onde foi comprado: 5 de dezembro de 2014
Quando foi comprado: La Botella, em Ipanema, Rio
Degustado em: 5 de dezembro de 2014
Onde bebeu: La Botella, em Ipanema, Rio
Harmonizado com: Queijos e sanduíche
Com quem: Claudio, Rafaela, Alexandre e Vanessa com Luiza na barriga

Impressões da Rafaela
Alexandre e Vanessa são os amigos que mais nos visitam. Então já passeamos por quase todos os lugares do Rio. Estávamos ainda planejando o que fazer nesta sexta-feira, quando poucos minutos depois de desembarcar no Santos Dumont, Alexandre faz uma pergunta assim como quem não quer nada: "A Tijuca fica muito longe?" Logo ouviu três vozes diferentes devolvendo a pergunta: "A Tijuca?" Ele logo explicou que segue um cara no Instagram que vive publicando fotos - daquelas de dar inveja - de comida de buteco. Estava marcado o programa para o dia seguinte. Lá pelas tantas, Claudio sugeriu visitarmos o Maracanã, já que iríamos para a Tijuca. Programa fechado. No final, não fomos no buteco que o Alexandre queria, mas fomos no Aconchego Carioca, que eu também não conhecia. À noite, havíamos pensado em ir a um restaurante aqui das redondezas, mas novamente nosso querido Alexandre sugeriu "aquele lugar que já tentamos ir em Ipanema, mas nunca conseguimos". E lá fomos nós para o La Botella. Acabamos bebendo apenas este rosé delicioso, perfeito para o verão. Depois ainda caminhamos até a Lagoa para ver a Árvore.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: Em uma outra vez que o Alexandre esteve no Rio tentamos ir ao La Botella, mas como estava muito cheio não conseguimos ficar. Desta vez ele lembrou e sugeriu de irmos até lá. Conseguimos uma mesa e abrimos um vinho. Alexandre escolheu um rosé do Vale do Loire, que ninguém conhecia, mas funcionou bem para aquela noite. Um rosé leve, delicado, refrescante e fácil de se beber. Um vinho gostoso e para beber sem compromissos. Um belo vinho para dias quentes.

12 de janeiro de 2015

Taittinger e Gloria Reynolds 2004 para receber os amigos de Campinas

Nome: Taittinger / Gloria Reynolds
Safra: - / 2004
País: França / Portugal
Região: Champagne / Alentejo
Produtor: Taittinger Julian Cuellar Reynolds
Importador: - / Casa do Porto

Uvas/Corte: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier / Alicante Bouschet e Trincadeira
Teor alcoólico: 12% / 13.5%
Rolha: Cortiça / Cortiça
Quando foi comprado: Ganhamos da família Taittinger / Presenteado pelo Beto no Encontro de Vinhos de São Paulo na presença do produtor
Degustado em: 4 de dezembro de 2014
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Pizzas caseiras
Com quem: Claudio, Rafaela, Alexandre e Vanessa com Luiza na barriga

Impressões da Rafaela
Alexandre e Vanessa viriam nos visitar em outubro, mas uma ótima notícia acabou mudando os planos. Eles estão esperando a Luiza, o que jogou a viagem para um pouco mais tarde. Então nesta quinta-feira, finalmente, fomos felizes esperá-los no aeroporto. Claudio já havia deixado tudo pronto. Faria pizzas. Para dar início aos trabalhos, um champagne de que gostamos muito. O vinho que acompanhou as pizzas também seguiu no mesmo ritmo de qualidade. A varanda só seria inaugurada nos dias seguintes, pois neste dia a ventania estava demais.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: Para receber o Alexandre, a Vanesa (e a Luiza), que estavam chegando para passar o fim de semana conosco, resolvemos fazer algumas pizzas. Para acompanhar, separei dois vinhos para a noite. Abrimos os trabalhos com uma Taittinger. Nada melhor que um bom Champagne para receber os amigos e a Taittinger é um belo exemplar: boa cremosidade, boa acidez, elegância e complexidade. Brinde feito, partimos para as pizzas e abri um tinto que ganhei do Beto Duarte em uma edição do Encontro de Vinhos em São Paulo. O Gloria Reynolds é o vinho top da vinícola alentejana e com 10 anos de vida estava em um perfeito estágio para se aproveitar o máximo dele. Vinho de boa estrutura, boa tipicidade e complexidade. Evoluiu bem com 10 anos de garrafa. Belo vinho para abrir o fim de semana com os amigos no Rio.

Ótimo para festas: Villaggio Grando Brut 2014

Nome: Villaggio Grando Brut
Safra: 2014
País: Brasil
Região: Santa Catarina
Produtor: Villaggio Grando

Uvas/Corte: Pinot Noir, pinot meunier e chardonnay
Teor alcoólico: 11,5%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Cadeg
Degustado em: 29 de novembro de 2014
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Comida thai
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Visual: De cor límpida e perlage fina e intensa. Nasal: Levemente floral, aromas amplos e muito agradáveis. Boca: Em boca prima pelo frescor e leveza. É um brut fácil de beber, não é agressivo. De extrema elegância.

Impressões da Rafaela
Eu havia provado este espumante na festa de despedida que fizemos para nosso chefe no trabalho. Eu gostei bastante. Acabamos então comprando uma garrafa em uma ida ao Cadeg. Acho que é uma ótima opção de bebida refrescante para dias quentes de verão.

Comentário do Claudio
Exame visual: Amarelo palha bem clarinho, quase transparente
Exame olfativo: Intenso com frutas brancas
Exame gustativo: Já havia provado o espumante rosé da Villaggio Grando e tinha gostado, mas o brut foi a primeira vez. Feito pelo método charmat, é um espumante agradável e versátil. Não mostra a elegância e a complexidade do rosé, mas ele pode funcionar bem em uma festa. Fácil de se beber, se mostrou refrescante. Um brut sem complicações.

11 de janeiro de 2015

Harmonização perfeita entre espumante italiano da Wine e comida japonesa

Nome: Fantinel Cuvée Prestige Brut / Peñalolen 
Safra: - / 2013
País: Itália / Chile
Região: Tauriano di Spilimbergo / Vale da Casablanca
Produtor: Gruppo Vinícolo Fantinel / Peñalolen
Importador: Wine / Flush

Uvas/Corte: Pinot Bianco, Chardonnay e Glera / Sauvignon Blanc
Teor alcoólico: 11,5% / 13%
Rolha: Cortiça / Rosca
Onde foi comprado: Presente da Wine por seu aniversário de 6 anos / Presente do Helton
Degustado em: 26 de novembro de 2014
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Sushi do Matsuda
Com quem: Claudio, Rafaela, Helton

Impressões da Rafaela
Quando Helton nos avisou que estaria no Rio, logo marcamos um encontro. Como estamos com muitas garrafas em casa, decidimos convidá-lo para vir jantar aqui em casa. Bom, jantar mesmo nós não fizemos. Fomos ali no Matsuda e o Inácio preparou muitos sushis para nós. Pouco depois de chegarmos em casa com os sushis, Helton tocou a companhia. Não adianta dizer a ele para não trazer vinhos. Então eu o avisei o que teríamos para comer. Ele nos trouxe um vinho branco chileno. O rótulo deste vinho eu já conhecia há muito tempo, mas ainda não havia provado. Acabei bebendo mais do espumante, que adorei! Aproveitamos para fazer um brinde à Lu, esposa do Helton, que fazia aniversário neste dia.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: Combinamos com o Helton de jantar aqui em casa e resolvemos comprar uns sushis. Em mais uma simpática ação, a Wine nos enviou em comemoração aos 6 anos da empresa uma garrafa de um espumante italiano que eu não conhecia. Resolvi arriscar e ver se o espumante italiano iria bem com nossa comida japonesa. O espumante se mostrou uma boa surpresa, elegante, agradável, delicado em boca e com acidez na medida. Foi muito bem com os sushis e sashimis. Recomendo esta harmonização. Ainda abrimos uma garrafa do Sauvignon Blanc que o Helton nos trouxe. Um chileno de boa intensidade, leves notas vegetais, um bom vinho, mas não harmonizou tanto quanto o espumante. Mais uma noite divertida com o Helton por aqui.

10 de janeiro de 2015

MOVI: um inspirador projeto chileno #winebar

Nome: Villard Expresión Reserve 
Safra: 2012
País: Chile
Região: Casablanca Valley
Produtor: Movi
Importador: Decanter

Uvas/Corte: Syrah
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Gentilmente nos enviado pelo Movi via Winebar
Degustado em: 24 de novembro de 2014
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Kibe de forno
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Rojo franco profundo. De buena tipicidad olfativa, agradable, con buena fruta negra, pimienta y cacao. Boca agradable, de peso. Muy buena relación precio calidad.

Impressões da Rafaela
Fazia tempo que eu não ouvia falar de um projeto tão legal como o MOVI, o Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile. Trata-se de um grupo de 25 produtores de vinhos que se juntou com o objetivo de defender o vinho chileno produzido em escala humana, com personalidade. Ficamos superempolgados e com muita vontade de conhecer as vinícolas participantes. Tanto que começamos a planejar uma viagem ao Chile para 2015. Blogueiros brasileiros receberam vinhos produzidos por diferentes produtores do Movi. Aqui em casa chegou o ótimo Villard syrah. Eu gostei bastante, especialmente quando ele estava na temperatura adequada. Foi perfeito para acompanhar o kibe de forno que fizemos em casa.

Comentário do Claudio
Exame visual: Rubi vibrante
Exame olfativo: Intenso e envolvente, com frutas e especiarias.
Exame gustativo: Mais uma transmissão do Winebar, desta vez diretamente do Chile. Em um dos mais interessantes programas conhecemos um pouco mais sobre o MOVI. Como são muitos produtores que participam deste movimento, alguns blogueiros receberam vinhos diferentes para provar durante o programa. Recebemos um interessante Syrah feito no vale de Casablanca pela vinícola Villard. Um vinho com boa intensidade em boca, com uma fruta fresca e pura, de paladar limpo misturado com notas defumadas. Um vinho muito bem feito, instigante, que foi bem sozinho e também com a comida. Recomendo este vinho e também provar os vinhos que apresentam no verso a simpática logomarca do barril com asas. Belo Winebar, quem não assistiu pode ver aqui: link.

9 de janeiro de 2015

Encontro com os amigos da faculdade no La Botella

Nome: Capítulo
Safra: 2010
País: Chile
Região: Uvas de diversas regiões
Produtor: Odfjell Vineyard
Importador: World Wine

Uvas/Corte: 45% Carignan, 26% Cabernet Sauvignon, 23% Malbec e 6% Carmenere
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: 18 de novembro de 2014
Quando foi comprado: La Botella, no Rio
Degustado em: 18 de novembro de 2014
Onde bebeu: La Botella, no Rio
Harmonizado com: Sanduíches variados
Com quem: Claudio, Miguel, Ricardo, Marcelo e Carlinhos

Comentário do Produtor
This alluring wine displays intense aromas of raspberries, dry plums and figs with hints of spicy notes. Juicy with round tannins, a touch of coffee and chocolate and a long finish.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: Mais um encontro mensal dos amigos de faculdade e mais uma vez marcamos no agradável La Botella em Ipanema. Tínhamos ido lá há pouco tempo e visto alguns novos rótulos da vinícola Odfjell. Então resolvi escolher um deles para provarmos. Desta vez foi um corte de uvas interessantes, vindas de diversas regiões do Chile. Fiquei curioso com a Carignan no corte, uva que tem dado bons resultados no Chile. Mais um bom vinho feito pela vinícola. Com bastante presença em boca, bom corpo, vinho muito equilibrado. Foi uma boa surpresa para todos na mesa. Vinho de boa intensidade sem ser cansativo. Vale provar.

7 de janeiro de 2015

Vinhos do Galvão Bueno são apresentados no Winebar #winebar

Nome: Bueno Paralelo 31 / Bueno La Valletta
Safra: 2011 / 2011
País: Brasil / Itália
Região: Campanha Gaúcha / Toscana
Produtor: Bueno Wines

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon, merlot e petit verdot / Sangiovese
Teor alcoólico: 14% / 14%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Gentilmente nos enviado pelo Winebar
Degustado em: 17 de novembro de 2014
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Queijos, pães feitos em casa, azeite e aceto
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Análise Visual: elevada intensidade corante com tonalidade vermelho rubi, profundo.
Análise Olfativa: aroma penetrante de fruta de casca escura e madura, elegantes notas de tosta e de tabaco de charuto.
Análise Gustativa: denso e equilibrado, com refrescantes notas balsâmicas e uma acidez fixa muito balanceada
Análise visual: rubi de média intensidade com reflexos brilhantes, típicos da variedade.
Análise olfativa: fruta vermelha, como a cereja, rosas e folhas secas dominam a paleta de aromas. Ameixas secas, caramelo e notas balsâmicas completam a grade olfativa.
Análise gustativa: equilibrado, fresco, acidez jovial, final frutado e persistente.

Impressões da Rafaela
Este Bueno Paralelo 31 é um vinho para ser bebido sem grandes compromissos. Vinho que vai bem com diversos tipos de comidas. É daqueles vinhos-coringa. Já o La Valletta é um vinho de mais respeito, mas que também vai agradar a todos, dos iniciantes aos com boa litragem. Vinho fácil de beber, amigável, sedoso e que combina com grande variedade de pratos - pelo simples fato de ser feito para não atrapalhar.

Comentário do Claudio
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Mais uma boa edição do Winebar, desta vez com a presença do enólogo Roberto Cipresso, responsável pela produção dos vinhos do narrador Galvão Bueno, no Brasil, na região da Campanha Gaúcha e na Itália, região da Toscana. Provamos dois vinhos. O brasileiro Paralelo 31, vinho que já tinha provado em outra safra e que mostrou evolução nesta safra atual, mostrou em boca uma mistura de frutas maduras com pimenta preta, arredondado pela madeira. Vai bem com comida e não deve ficar respirando muito, pois com o tempo aberto ele perdeu um pouco. O vinho italiano provado foi o La Valletta, um gostoso Sangiovese, redondo, de corpo médio e boa acidez. Vinho muito agradável, com taninos bem redondos, leve nota de madeira. Irá bem tanto sozinho como com comida. Um vinho muito fácil de se gostar. O Galvão parece muito bem assessorado e vai ser interessante ver como Cipresso irá conduzir a produção no Brasil.

Dunamis Ar Brut #winebar

Nome: Dunamis Ar Brut
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Dunamis Vinhos

Uvas/Corte: Chardonnay
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Gentilmente nos enviado pelo Winebar
Degustado em: 09 de novembro de 2014
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Kibe de forno
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Tem cor amarelo claro. Boa espuma. Bolhas de tamanho pequeno e persistentes. No aroma lembra maçã, pera, anis, lavanda, floral. No paladar apresenta acidez equilibrada, corpo intenso e boa persistência.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: Recebemos este espumante para a degustação do Winebar. Como durante o programa provamos o Espumante Rosé (leia aqui) deixamos esta garrafa para abrir depois. É um espumante brut, feito pelo método charmat, com uvas Chardonnay. Um espumante fácil de se beber, com leve notas doces, fácil de se agradar. Um bom espumante para festas, agradável e refrescante.

6 de janeiro de 2015

Viagem a Curitiba para o Encontro de Vinhos

No fim de semana de 8 de novembro, viajamos a Curitiba para prestigiar o Encontro de Vinhos promovido pelos nossos amigos Daniel Perches e Beto Duarte. Enquanto Rafaela passeava com a amiga e comadre Márcia - acompanhada de Nicolas e Antonia -, Claudio e Jacy foram conferir os vinhos apresentados na feira de vinhos. Lá encontraram o Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos, e o amigo curitibano Avelino Zanetti.

Comentário do Claudio
Já estávamos programando uma viagem a Curitiba há algum tempo. Quando recebemos a mensagem sobre as datas do Encontro de Vinhos, resolvemos conciliar a nossa viagem com o evento. O Encontro de Vinhos passa por algumas cidades no Brasil e sempre é um sucesso. A feira de Curitiba é um pouco menor do que a do Rio, mas não perde em nada em matéria de vinhos apresentados e entusiasmo do público. Conheci alguns importadores e consegui rever alguns amigos, como o Avelino e o Cristiano. Cristiano nos convidou para jantar na casa de seus pais naquela noite. Mais um encontro agradável e divertido. Bebemos o gostoso Champagne da foto (entre outros vinhos), mas desta vez não fizemos anotações. Sempre é bom visitar a capital paranaense!

3 de janeiro de 2015

Surazo Reserva Privada 2002 no Bistrô Ouvidor

Nome: Surazo Reserva Privada
Safra: 2002
País: Chile
Região: Vale do Rapel
Produtor: Viña Santa Monica

Uvas/Corte: Merlot 100%
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 140
Onde foi comprado: Bistrô Ouvidor
Quando foi comprado: 6 de novembro de 2014
Degustado em: 6 de novembro de 2014
Onde bebeu: Bistrô Ouvidor, no Rio
Harmonizado com: Pizzas
Com quem: Claudio, Rafaela, Tiago e Débora

Impressões da Rafaela
Nesta noite decidimos sair para beber um vinho. Como nosso vizinho aqui na Bambina, o Bistrô Ouvidor, faz uma promoção toda quinta-feira, oferecendo vinhos com 25% de desconto, decidimos ir ali, onde gostamos da comida e do atendimento. Quando chegamos lá tivemos uma boa surpresa: Tiago e Débora também haviam decidido ir jantar no Bistrô Ouvidor. Acabou sendo um jantar bem animado. Ainda por cima era aniversário do Helton, que foi quem nos apresentou. Mandamos uma fotinho para ele de nosso encontro. Provamos dois vinhos, mas foi este Surazo o que chamou mais a nossa atenção.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: Saímos para jantar e fomos mais uma vez ao agradável Bistrô Ouvidor que abriu em Botafogo. Chegando por lá, para nossa surpresa, encontramos os amigos Tiago e Débora. O sommelier e sócio do restaurante, Efraim Moraes, tem uma política muito interessante: toda quinta-feira a carta de vinhos tem 25% de descontos. Assim resolvemos beber duas garrafas e fomos nas boas dicas do Efraim. Começamos por um gostoso italiano, mas não fizemos nenhuma anotação. Na sequência abrimos um vinho que eu já estava com vontade de provar há algum tempo. Um Merlot com 12 anos de vida,  que envelheceu bem e ganhou com notas de evolução. Levemente licoroso, com taninos bem domados e media acidez, mostrou boa complexidade e foi uma boa surpresa para todos na mesa. Belo vinho, vale provar.

2 de janeiro de 2015

Quinta do Monte D'Oiro Reserva 2003, o português do ano

Nome: Quinta do Monte D'Oiro Reserva
Safra: 2003
País: Portugal
Região: Estremadura
Produtor: Quinta do Monte D'Oiro

Uvas/Corte: Syrah 96% e Viognier 4%
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Cortiça, que se quebrou
Onde foi comprado: Presente do Marcelo e da Carol
Quando foi comprado: -
Degustado em: 25 de outubro de 2014
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Polpettone Voilà com massa caseira
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Passei o dia todo em frente ao computador, estudando. À noite, resolvemos fazer uma massa caseira para acompanhar o polpettone Voilà. Este vinho português foi excelente com o prato. Vinho delicioso, que conquista o paladar desde o primeiro gole. Gostei muito.

Comentário do Claudio
Exame visual: Rubi levemente atijolado.
Exame olfativo: Notas de ameixa com pimenta.
Exame gustativo: Belíssimo vinho português. Ganhei no meu aniversário esta garrafa que o Marcelo e a Carol compraram em Portugal. Com 11 anos de vida, o vinho se mostrou evoluído, com as primeiras notas de envelhecimento e no ponto exato para ser bebido, do jeito que gosto. É um vinho feito com um típico corte do Rhône, Syrah com Viognier, muito elegante, corpo médio e gastronômico. Madeira francesa muito bem usada, fez o vinho envelhecer bem. Complexo, rico, taninos muito macios, apresentou notas de especiarias. Evoluiu muito bem na taça. Foi um grande prazer beber este vinho, muita qualidade em taça. Quero provar novamente.

Excelente Cabernet Sauvignon norte-americano: Black Stallion 2009

Nome: Black Stallion Estate Winery
Safra: 2009
País: Estados Unidos
Região: Napa Valley
Produtor: Black Stallion Estate Winery

Uvas/Corte: 77% Cabernet Sauvignon e 20% Cabernet Franc
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Trazido pela Paty dos Estados Unidos
Quando foi comprado: -
Degustado em: 17 de outubro de 2014
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Pizzas caseiras
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Rich, smooth wine entices with fruity aromas of raspberry jam and plums and is nicely spiced with sarsaparilla, black pepper and chocolate notes.

Impressões da Rafaela
Vinho tão delicioso quanto as pizzas que o Claudio preparou para o nosso jantar. Este foi um dia cheio de atividades, que começou com consulta na dermatologista no Leblon, continuou com compras no CADEG e conversa com uma colega no Centro sobre meu projeto de doutorado. Antes de fazer as pizzas, ainda fomos deixar várias caixas de espumantes em meu trabalho. Na semana seguinte teríamos a troca de direção. Este vinho norte-americano é moderno, com toque de frutas, do jeito que eu gosto.

Comentário do Claudio
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Mais um vinho que a Paty nos trouxe dos Estados Unidos. Um corte de Cabernet Sauvigon com um pouco de Cabernet Franc, de estilo moderno, lembrando alguns Cabernets chilenos. Em boca, um vinho redondo, com notas de frutas negras maduras, algo adocicado, lembrando ameixa e notas de madeira. Final de boca médio, com algo vegetal aparecendo. Pronto para beber e não precisa decantar, pois com um tempo na taça ele acabou se apagando. Um bom conjunto, é um vinho agradável.

1 de janeiro de 2015

Emendis Trio Varietal 2012

Nome: Emendis Trio Varietal
Safra: 2012
País: Espanha
Região: Penedès
Produtor: Finca Emendis

Uvas/Corte: 55% Macabeo, 20% chardonnay e 25% muscat
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Sintética e vermelha
Onde foi comprado: Rafaela ganhou de presente do chef Efraim Moraes
Degustado em: 10 de outubro de 2014
Onde bebeu: Na varanda de casa
Harmonizado com: Comida thai
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Este vinho me foi presenteado pelo simpático chef do Bistrô Ouvidor, o Efraim Moraes. Comemorei meu aniversário lá com alguns amigos e quando estava indo para casa, ele me entregou uma sacola com um vinho. Fiquei bem feliz! É um vinho leve, gostoso.

Comentário do Claudio
Exame olfativo: Notas frescas e florais
Exame gustativo: Para acompanhar nossa comida thai resolvemos abrir este vinho branco que a Rafaela ganhou de presente do Efraim. Feito de um diferente corte de três uvas, o vinho é muito agradável, corpo leve, repete as notas florais na boca e ainda aparece algo cítrico em seu final. Boa acidez, é um vinho fácil de se beber, sem complicação, fresco e que vai funcionar bem com entradas ou saladas. Gostei.

Ironía Rosé 2012 no La Botella

Nome: Ironía Rosé
Safra: 2012
País: Chile
Região: Padre Hurtado, Santiago
Produtor: Odfjell
Importador: World Wine

Uvas/Corte: 100 % Carignan
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 58,50
Onde foi comprado: La Botella, no Rio
Quando foi comprado: 9 de outubro de 2014
Degustado em: 9 de outubro de 2014
Onde bebeu: La Botella, no Rio
Harmonizado com: Queijos, massa e sanduíche de linguiça
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Bright grenade color, of intense wild strawberry aromas, peaches, red apple juice and cherries. Elegant in mouth, juicy and creamy, with a fresh and pleasant finish.

Impressões da Rafaela
Este foi um vinho meio engraçado: no rótulo dizia se tratar de um rosé, mas a cor parecia mais a de um tinto meio desbotado. Na boca, também não ficava muito claro que vinho exatamente estávamos bebendo. Você pensa num rosé, mas ele é muito mais intenso, lembra mesmo um tinto leve. Não é que seja ruim, mas acho que eu estava esperando um rosé de verdade. Talvez os produtores tenham colocado o nome tentando ser irônicos de alguma forma com os compradores. Vai saber... Fazia um tempão que não íamos ao La Botella. Foi bom matar a saudade deste lugar de que gostamos tanto.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: A vinícola Odfjell aumentou a oferta de rótulos no Brasil. É um produtor que faz vinhos consistentes. Gosto do estilo. Em uma noite de outubro, fomos ao La Botella, bar de vinhos em Ipanema de que gosto bastante. Lá vi os novos rótulos disponíveis da vinícola e fiquei curioso para provar este rosé feito da interessante uva Carignan.  É um vinho diferente, que fica no meio do caminho. Sua cor e seu corpo não são de vinhos rosés, ou seja, é um vinho pesado e intenso para ser um rosé e um vinho leve para ser um tinto... Faltou definir uma identidade melhor para o vinho. Provavelmente esta é a origem do nome. Se você for beber este vinho, tente ir de cabeça aberta, sem esperar ser um rosé ou um tinto...